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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Direitos de Autor e Direitos Conexos - Em Defesa da Transparência e do Rigor

To: Assembleia da República

Os estabelecimentos comerciais de diversão nocturna – Bares, Discotecas, Restaurantes, Salas de Concerto e outros - que passam música e vídeos, sentem-se prejudicados pela forma como estão a ser exigidos e cobrados os valores das licenças impostas para a difusão Música e de Imagens, quer a título de Direitos de Autor, quer a título de Direitos Conexos.
Na verdade, apesar de tal matéria se encontrar prevista na lei, a grande maioria dos cidadãos não sabe:

1.
O pagamento dessas licenças é imposto por associações, isto é pessoas colectivas privadas – Sociedade Portuguesa de Autores ( S.P.A.) para os Direitos de Autor,AUDIOGEST e G.D.A. (vulgo PASSMÚSICA) para os Direitos Conexos – que não têm concorrência;

2.
Os valores cobrados são decididos por estas entidades, impondo esses valores de forma unilateral e sem qualquer controlo do Estado;

3.
Quando não lhes são pagos os valores que exigem sempre podem chamar as autoridades policiais pois, embora estejamos perante o incumprimento de um pagamento, é o único caso em que o não pagamento de uma licença a uma entidade privada dá pena de prisão até três anos cumulada com multa;

4.
A S.P.A. e a PASSMÚSICA ( AUDIOGESTE e G.D.A.), aproveitando que não têm concorrência, cobram licenças de forma indiscriminada, mesmo quando são difundidos Autores, intérpretes ou Editoras que não estão legitimados para representar;

5.
Cobram valores alegando a representação de artistas que permitem a distribuição e divulgação gratuita dos seus temas.

6.
Essas Entidades impõem valores exorbitantes esquecendo que, nos estabelecimentos comerciais de diversão nocturna e restauração, o benefício da passagem de música para os Autores, Editores, Produtores e intérpretes é igual ao benefício para esses espaços. Sem a existência desses espaços, as únicas músicas que o público português teria acesso são as que passam no “Top Mais”, programa da responsabilidade da Associação Fonográfica Portuguesa, entidade com a qual a Audiogeste partilha a sua sede, manietando a divulgação da cultura;

7.
Por outro lado, Artistas que nunca iriam ser conhecidos no nosso País – pois nem todos passam nas rádios por causa das Play-lists – têm a oportunidade de terem espaços onde a sua música é divulgada, o que permite concertos e venda de discos. Às Editoras mais pequenas - muitas das quais não são representadas pela PASSMÚSICA (AUDIOGEST e G.D.A.) - permite venda de discos. Os espaços utilizam música mas também a divulgam de forma mais ampla que as rádios e a televisão sendo idêntico o benefício para ambas as partes, nada recebendo os Estabelecimentos por essa difusão ao contrário das Rádios, Televisões, Jornais e Revistas.

8.
Quando os Estabelecimentos compram os temas estão, com essa compra e através do preço, a pagar uma parte para a S.P.A. e para as Editoras, produtores e Interpretes representados pela PASSMÚSICA (AUDIOGEST e G.D.A.). A cobrança das licenças de difusão é uma forma destas entidades se fazerem pagar duas vezes pelos mesmos Direitos.

9.
As tabelas são manifestamente exageradas para a realidade portuguesa com valores que são incomportáveis para a grande maioria dos Bares, Discotecas, Restaurantes entre outros, dando a ideia que, embora sejam associações sem fins lucrativos, visam essencialmente o lucro e não e apenas a Protecção de Direitos;

10.
Cobram licenças mesmo quando os estabelecimentos não estão a trabalhar. O pagamento de uma licença para divulgar um tema musical ou um vídeo é devido quando se exerce esse direito, ora em meses ou em dias em que o estabelecimento se encontra encerrado nada é devido. Essas entidades cobram abusivamente valores pelos quais não dão contrapartidas efectivas;

11.
Os critérios de pagamento são diferenciados e aleatórios: espaços com as mesmas características, no mesmo período e nas mesmas condições pagam valores diferentes e que não são os que constam das tabelas.

12.
A S.P.A. e a PASSMÚSICA (AUDIOGEST e G.D.A.) não têm uma base de dados com os artistas e com os temas que estão legal e devidamente autorizados para representar. Cobram elevadas quantias e não comprovam antecipadamente quem é que representam. Nos seus sites preocupam-se em mostrar as suas tabelas de preços mas não permitem que haja transparência, nem liberdade de escolha. Deveria ser permitido que os Estabelecimentos comerciais de diversão nocturna possam optar em passar Artistas ou Autores representados por estas entidades ou divulgar outros que não acreditam ser beneficiados porque nunca receberam nada das mesmas optando por não cobrar pela divulgação da sua música. Não é legítimo, nem lícito uma entidade fazer-se cobrar direitos em nome de quem não representa apenas porque alega representar grande parte do mercado. Existem Autores, Artistas e Editoras que nunca receberam nada da S.P.A. e da PASSMÚSICA e, ainda assim, estas não deixam de cobrar em seu nome.

É, pois, pelos motivos expostos, que os abaixo-assinados, cidadãos inconformados com estas realidades, aqui manifestam o seu descontentamento e apelam à clarificação e regulamentação da lei que prevê os direitos conexos ao direito de autor.

Em nome do rigor, da transparência e da Cultura!

Sincerely,

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Optimus Discos edita e promove música nova portuguesa

Optimus Discos
Optimus Discos

Na sequência dos novos desafios colocados à indústria musical, que levaram à procura incessante de formas alternativas de colocar música no mercado, surge uma das primeiras respostas com carimbo nacional. A Optimus Discos é um projecto Optimus que conta com o apoio do radialista e divulgador Henrique Amaro e, segundo o próprio, «surgiu motivada pela vontade de criar uma nova solução de editar e divulgar a música que uma geração de músicos vai produzindo no Portugal contemporâneo». Amaro acrescenta também que «colocar a disponibilidade e investimento de uma corporação como a Optimus aliada ao poder criativo dos músicos» esteve na base do projecto.

Denominada como «plataforma que viabiliza edições», a Optimus Discos coloca simultaneamente à disposição do público uma colecção de, numa primeira fase, seis EPs que serão disponibilizados em formato físico e, gratuitamente, em formato digital (o site da editora tem porta de entrada em www.musica.optimus.pt). «A ideia do gratuito é sinónimo de aceitação. Contraria a pirataria, cria novos públicos, desperta entusiasmo e não dificultao conhecimento da obra por motivos económicos ou culturais». O facto de os EPs chegarem também às lojas em formato físico (edição limitada a 500 exemplares) não entra em conflito com o produto digital, dado que «A música dirige-se a públicos com hábitos distintos e se uns cresceram e se formaram a ouvir vinil, outros nem sabem do que se trata. Existe uma realidade digital centrada numa geração recente e uma outra que ainda promove uma ligação próxima ao objecto».

Uma das grandes diferenças entre a Optimus Discos e as editoras fonográficas tradicionais prende-se com o facto de «a única ligação das bandas à Optimus Discos [existir] através do licenciamento das obras para download gratuito por um período de tempo. Nada mais. A obra e o futuro editorial pertencem a cada um dos artistas», esclarece Amaro. E como foi feita, então, a selecção dos projectos que contarão com a chancela Optimus Discos? «Através do conhecimento que tinha de alguns discos que não tinham solução editorial e de contactos que me fizeram chegar a outros. Não temos uma linha editorial específica e não promovemos limites de género».

The Bombazines
The Bombazines
Marta Ren (Sloppy Joe) e Rui Silva «Gon» (Zen, Mata Tu Patrón, Hiena) são as vozes de um projecto que aposta num cruzamento actualizado entre a soul/funk feita nas décadas de 60 e 70 e a exuberância dos 80s e 90s dos Happy Mondays e Primal Scream. A acompanhá-los, estão Miguel Barros (Zen, Hiena), Eurico Amorim (Mesa, Supernada) e Nuno Mendes (Bandemónio, Lucky Stereo).

Madame Godard
Aurora
Há onze anos conseguiram alcançar um honroso segundo lugar no concurso Termómetro Unplugged e depois de muitos anos de estrada – passaram por importantes palcos nacionais como os dos festivais Paredes de Coura e Vilar de Mouros – os Madame Godard gravam finalmente o seu eclectismo em disco: chama-se Aurora.

Tiguana Bibles
Child of the Moon
Os Tiguana Bibles são três amigos de longa data. As referências são as melhores – passaram pelas formações dos Tédio Boys, Parkinsons, Bunnyranch e Ruby Ann and the Boppin’ Boozers – e registam agora aquilo que andaram a congeminar com «a voz feminina mais docemente açucarada de sempre».

The Pragmatic
Circles
No início, eram um duo baseado em St. Louis (nos Estados Unidos) mas rapidamente passaram a quinteto. Os Pragmatic, que contam com a presença do português André Anjos nos sintetizadores, oferecem no EP Circles uma mistura de música séria com sons absurdos, baseada fortemente em sintetizadores analógicos.

Tó Trips + Tiago Gomes
Vi-os Desaparecer na Noite
Tó Trips (guitarrista dos Dead Combo) e Tiago Gomes (poeta, letrista de projectos como A Naifa e Linha da Frente), juntaram-se para celebrar Jack Kerouac e a sua obra-prima Pela Estrada Fora. O espectáculo apresentado ao vivo, com vídeo de Raquel Castro, chega agora em formato disco.

DJ Ride
Beat Journey
É um dos maiores valores do hip-hop nacional e um exímio domador dos pratos. O DJ e produtor Ride leva a sua aventura individual mais longe e embarca numa Beat Journey, depois de ter trabalhado com nomes como Rocky Marsiano, Sagas, Micro Audio Waves, Coldfinger, Slimmy ou Cool Hipnoise.

INFO
A edição dos dois formatos (físico e digital) é simultânea: Abril é o mês dos primeiros 6 EPs. A distribuição estará a cargo da Compact Records.

O trabalho gráfico dos EPs, num espírito semelhante à serigrafia, será dirigido por Tó Trips (Dead Combo).

As versões digitais dos EPs estarão disponíveis para download gratuito durante um ano em www.musica.optimus.pt

Os 6 EPs serão vendidos também em formato físico (CD), limitado a 500 exemplares, exclusivamente nas lojas Fnac, ao preço de €4,95.


Mário Rui Vieira

domingo, 8 de março de 2009

Indústria cultural portuguesa quer cortar Net a piratas

Indústria cultural portuguesa quer cortar Net a piratas
A ideia partiu da Associação para a Gestão da Cópia Privada (AGECOP) e já foi encaminhada para o Governo: os produtores de música e vídeo propõem o corte da Net aos piratas.
A AGECOP pretende criar um movimento que leve o Governo a punir quem recorre à cópia ilegal de música, vídeos e livros através da Internet.

«As indústrias culturais não sobreviverão se não se tomar uma atitude. Já temos um quadro legislativo que proíbe downloads ilegais, mas não há aplicação no terreno», refere Tozé Brito, produtor de música e responsável da AGECOP, inquirido pelo Público.

Tozé Brito lembra ainda que França e Irlanda já começaram a implementar o corte de acessos à Net como punição para quem descarrega ou distribui ficheiros piratas na Internet.

A proposta da AGECOP deverá ser analisada hoje durante uma acção de formação na Universidade Nova de Lisboa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Workshop A Indústria da Música em Portugal na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

O Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos de Música e Dança e o IASPM Portugal convida V. Exa. a assistir ao Workshop A Indústria da Música em Portugal na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Orador Principal
Tózé Brito

Programa
(11h-13h)

Sessão1: 6 de Março
Produção Musical – elementos constitutivos e conceitos
Convidado – Rui Costa

Sessão2: 20 de Março
Editora Fonográfica: Orgânica;
A&R – Da contratação à gravação
Convidado – David Ferreira

Sessão3: 3 de Abril
História da Indústria Fonográfica e Novos Desafios
Convidado – Paulo Ferreira

Sessão4: 17 de Abril
Direitos de Autor e Conexos
Contratos, Licenças, Agenciamento e Management
Convidado – Eduardo Simões

Sessão5: 22 de Maio
Noções gerais sobre produção de espectáculos
Convidado – Luís Montez

Sessão6: 5 de Junho
Promoção nos Media e na Internet
Convidado – Paulo Sardinha

Contactos
workshopindustriadamusica@gmail.com
http://www. fcsh. unl. pt/inet
Avenida de Berna, 26-C Lisboa
tel. +351 21 790 83 00

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Portugal é o terceiro país da Europa nas redes sociais

Portugal é o terceiro país da Europa nas redes sociais


PAULA BRITO
Internet. Seja por razões profissionais ou de lazer, a verdade é que a adesão dos portugueses às redes sociais coloca o nosso país no 3.º posto no 'ranking' europeu de utilizadores, segundo a comScore, enquanto a Marktest contabiliza 2,5 milhões de adeptos em 2008, com o Hi5 no topo das preferências

2,5 milhões de portugueses acederam

Na Europa, Portugal aparece em terceiro lugar na utilização das redes de relacionamento social, na Internet. À sua frente está o Reino Unido e a Espanha, refere um relatório da comScore, que revela ainda que, em Portugal, 72,9% dos utilizadores de Internet com mais de 15 anos e que acedem ao computador a partir do lar, visitou, em Dezembro de 2008, um site de relacionamento social.

Embora distinta, uma outra fonte, a Marktest, contabilizou o número de portugueses residentes no continente, com quatro e mais anos, que acederam, em 2008, a estas comunidades virtuais quando navegavam na Internet: 2,5 milhões, ou 84,4% dos internautas nacionais.

De acordo com a ferramenta da Marktest, Netpanel, foram visitadas cerca de 7 mil milhões de páginas destes sites, uma média de 2741 por utilizador. No total, foram dedicadas 40 milhões de horas às comunidades virtuais, uma média de 15 horas e 40 minutos por utilizador. Números que mostram que as comunidades virtuais foram responsáveis por 18,7% do total de páginas visitadas pelos portugueses na Internet durante o ano de 2008 e por 11,4% do tempo dedicado a este meio.

Março foi o mês que teve mais visitas a estas comunidades, com 1635 utilizadores únicos, 742 milhões de páginas e 4 milhões de horas.

O Hi5 é líder destacado ao ser responsável por 87% do tempo total dedicado a estes sites .

Mas os portugueses têm vindo a aderir a outras redes, nomeadamente ao Facebook, Twitter, MySpace, Orkut, Linkedin, entre muitos outros, que o DN deu recentemente contra através de reportagem "Redes que unem", publicada na edição de 14 de Fevereiro e disponível na Internet em http/dn.sapo.pt/2009/02/14/centrais/as_redes_nos_unem.html).

O que os move?

Com um público maioritariamente jovem, estas redes começam a ter uma adesão cada vez maior de políticos, jornalistas, criativos da publicidade, profissionais liberais...

Na mesma reportagem do DN, as motivações eram diversas, mas uma análise da empresa de referência na Internet eMarketer tipificou, nos Estados Unidos, as razões que levam os utilizadores deste meio a aceder a redes sociais. Além de motivos profissionais, o convívio ou contacto com os amigos, querendo, eventualmente, pertencer àquela espécie de "tribo", ganha de longe.

Voltando à análise da comScore, esta refere que o Reino Unido lidera o ranking da utilização das redes sociais, com 79,8%, seguido de Espanha, com 73,7%. Abaixo de Portugal, segue-se a Dinamarca com 69,7%, Itália com 69,3%, Bélgica com 68,2% e a Alemanha com 67,3%. Na base da tabela estão: Holanda (63%), Noruega (58,9%) e Áustria (49,7%).

No total, a taxa de penetração das redes sociais na Europa é de 74,6% ou 282 milhões de pessoas maiores de 15 anos com computador em casa, tendo 211 milhões acedido, em Dezembro, a um site de relacionamento social.
http://dn.sapo.pt/2009/02/22/media/portugal_terceiro_pais_europa_redes_.html#

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Crise não assusta o mercado da música ao vivo

Crise não assusta o mercado da música ao vivo


LUÍS FILIPE RODRIGUES
PAULO SPRANGER
Concertos. A recessão ainda não atingiu as grandes empresas que organizam espectáculos, como a Everything Is New ou a Ritmos e Blues. Para já, os agentes de média dimensão são os mais afectados As principais promotoras nacionais de espectáculos estão confiantes. A maior parte dos agentes contactados pelo DN acredita que a crise económica global não vai atingir as indústrias culturais. "Todos os indicadores levam a acreditar que a crise económica não irá afectar o mercado nacional de concertos", disse Nuno Braamcamp, responsável pela Ritmos e Blues Produções, em declarações ao DN.

"A população em geral continua a apostar forte na cultura, não cedendo à crise que se instalou em quase todos os quadrantes nacionais e internacionais", diz. Álvaro Covões, que controla a Everything Is New, concorda com estas posições, considerando que os concertos já são um bem essencial. "Hoje, os bens culturais já fazem parte do cabaz básico de muitos portugueses", diz. "Não é a primeira coisa em que as pessoas cortam". Em suma, "ainda não se sente o fantasma da crise no mundo dos espectáculos".

Contudo, algumas promotoras e salas de concertos de média dimensão consideram que os efeitos da crise já começam sentir-se em Portugal. "Vimos a sentir isso desde Outubro," afirma Ricardo Simões, da promotora Smog. Na sua opinião, não é só a nível das vendas de bilhetes que se sente os efeitos deste clima económico adverso, que se traduz ainda numa redução do financiamento público. "O que sustenta as pequenas e médias produtoras são as câmaras, que em ano de eleições estão a fazer um corte de 30%. [Autarquias] que no ano passado pagavam dez mil euros por um artista estão a pagar seis mil. Quem pagava seis mil, paga quatro mil". Arrisca por isso prever que "só vão resistir os grandes [promotores] e os muito pequenos, porque os médios estão a desaparecer".

A opinião de Gonçalo Riscado, um dos sócios do Musicbox, também vai ao encontro desta posição. "O decréscimo de público foi sentido por muitos promotores ao longo do ano que passou, afectando inclusive grandes festivais de referência", lembrou. "Em termos de investimento público, como é usual, o sector cultural é sempre o primeiro a sofrer em tempos de crise. Salvar-se-ão, como também já é habitual, alguns projectos mais comerciais que, em ano de muitas eleições, deverão ter no sector público boas fontes de receitas".

Alexandre Barbosa, administrador delegado do Pavilhão Atlântico, lembrou que o espaço do Parque das Nações "conta neste momento com uma agenda robusta de espectáculos". Sabe porém que "pode haver uma maior tendência para arriscar e investir menos, nomeadamente por parte dos players de menor dimensão".

Contudo, "poderá eventualmente dar-se alguma transferência da despesa em lazer por parte do consumidor, nomeadamente com o facto de alguma retracção do consumo em turismo ou bens supérfluos poder ser compensada com uma maior permanência no País e maior disponibilidade (mesmo financeira) para assistir a espectáculos".

"Não há vontade de gastar dinheiro em grandes aventuras, é mais fácil ir a concertos e ao cinema", concorda Sérgio Hydalgo, da Galeria Zé dos Bois, que ainda não começou a sentir os efeitos desta recessão. Socorre-se também da história, lembrando como as indústrias culturais resistiram à Grande Depressão norte-americana, nos anos 30. "Nessa altura, os teatros não sofreram. Pelo contrário, foram um balão de oxigénio para as populações."|

sábado, 31 de janeiro de 2009

Entidades culturais e partidos juntam-se em coro de protestos contra ministro da Cultura

Primeiro ano de José Pinto Ribeiro na tutela
Entidades culturais e partidos juntam-se em coro de protestos contra ministro da Cultura
30.01.2009 - 12h20 Lusa

Falta de diálogo, falta de políticas para os vários sectores e desinvestimento são algumas das críticas que várias entidades culturais e partidos políticos, ouvidos pela agência Lusa, lançam ao ministro da Cultura José Pinto Ribeiro, quando se completa o primeiro ano de actividade à frente da tutela.

O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Rui Beja, lamenta a "ausência de contacto" com o ministro a quem solicitou uma audiência em Agosto. "Solicitámos um reunião a 1 de Agosto ao senhor ministro, a 13 responderam-nos que reuniríamos logo que possível, e até hoje", disse à Lusa Rui Beja.

Os editores e livreiros querem alguns esclarecimentos do ministro, nomeadamente quando passa "a vigorar de facto" o Acordo Ortográfico. Esta informação é considerada essencial, designadamente para a área do livro escolar.

Rui Beja afirmou que a "APEL está disposta a cooperar, mas para isso tem de conhecer as perspectivas do ministro".

João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) considerou também que "continua a faltar uma política estruturada" para o sector dos museus em Portugal, apesar do empenho demonstrado no último ano pelo actual ministro da Cultura.

"Está-se a caminhar para algo, mas o grande problema continua a ser a ausência de uma política estrutural para esta área", sublinhou o presidente da APOM, que aponta ainda "falta de bom senso, diálogo e cooperação com as instituições que poderiam apoiar o Ministério da Cultura nesta matéria".

Sobre as medidas tomadas ao longo de um ano para o sector dos museus - que tem sofrido na última década um progressivo agravamento das dificuldades orçamentais e recursos humanos - João Neto define-as como "analgésicos".

"Há medicamentos para atenuar a dor e há medicamentos para curar a doença. É destes últimos que necessita a museologia em Portugal", apelou.

Defendeu um olhar mais aprofundado da tutela para a globalidade dos museus do país - incluindo os municipais e privados - e "não apenas os nacionais".

Questionado sobre a actividade desenvolvida pela Rede Portuguesa de Museus (RPM), entidade tutelada pelo MC que se dedica à credenciação e qualificação de todos os museus do país e que conta actualmente com cerca de 120 museus, o responsável apontou que "continua com dificuldades em aplicar as normas adequadas".

"A Rede Portuguesa dos Museus não deveria estar só nas mãos do Estado - defendeu - mas sim com uma administração tripartida que passe pelo Ministério da Cultura, a APOM e o ICOM" (International Council of Museums), organização não-governamental que possui uma representação em Portugal.

A APOM advoga ainda que parte do dinheiro dos jogos (como o Euromilhões) deveria ser "aplicada em bons projectos que incidam na área do património nacional".

Por seu lado, a Associação Portuguesa de Realizadores (APR) criticou o ministro da Cultura por não ter apresentado uma política para o cinema português ao fim de um ano de mandato. "Não houve medidas novas que instituíssem um sentido de renovação no sector", disse o vice-presidente da associação, o realizador Fernando Vendrell. Para aquela associação de realizadores, no último ano assistiu-se a uma "descaracterização do cinema e a uma invasão da televisão nos territórios do cinema" e ainda a uma "inconsequência na atribuição dos financiamentos".

"Com o mesmo dinheiro tentou fazer as mesmas ou até mais obras e isso reflectiu-se também nas condições de trabalho", lamentou o realizador, sublinhando que a associação entregou a Pinto Ribeiro um documento com propostas para o sector e do qual não obtiveram ainda respostas.

"O ministro não está dialogante e não faz parte da solução, mas do problema e a simpatia que temos pela pessoa não tem correspondência com uma dinâmica política para o sector", sublinhou.

Partidos e Alegre criticam em uníssono

O deputado comunista João Oliveira lamentou o desinvestimento do ministério da Cultura ao longo do último ano e o consequente aumento das dificuldades sentidas no sector. João Oliveira disse que "a redução das verbas para a Cultura inscritas no Orçamento de Estado para 2009 demonstrou um claro desinvestimento no sector", dando como exemplo um "retrocesso no apoio às artes", referindo-se à revisão do regulamento da Direcção-Geral das Artes, e criticou ainda o apoio a "projectos megalómanos, de grande envergadura", dando como exemplo a Colecção Berardo.

O deputado referiu ainda a "situação preocupante em que se encontra o património" e a possibilidade do cenário se agravar com a legislação relativa aos bens patrimoniais de domínio público.

Vasco Graça Moura, eurodeputado do PSD, qualificou o primeiro ano de José António Pinto Ribeiro à frente da pasta da cultura com nota 0,0.

"Tenho uma cordial relação de simpatia com o actual ministro da Cultura, mas considero que a sua prestação equivale a 0,0", disse à Lusa Vasco Graça Moura.

Também escritor, Graça Moura afirmou que o actual ministro "é um dos principais agentes do atentado à Língua Portuguesa que é o novo Acordo Ortográfico".

Graça Moura salientou também haver "sinais preocupantes relativamente ao património edificado", sem pormenorizar.

A vice-presidente do CDS-PP Teresa Caeiro também fez "um balanço claramente negativo" da actuação de José António Pinto Ribeiro e considerou que a situação nesta área não melhorou. Teresa Caeiro lembrou que quando tomou posse o ministro disse que "iria fazer mais e melhor com menos recursos". "Ora verificamos que não fez mais nem melhor e teve os mesmos recursos", considerou.

A ex-secretária de Estado da Artes e Espectáculos do Governo de Santana Lopes apontou alguns casos que lhe merecem críticas: "Estamos com atrasos no apoio às artes, estamos perante uma indefinição no funcionamento da OPART (estrutura que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado). Convém lembrar que o próprio ministro considerou que era anacrónica esta fusão de estruturas, até agora nem fez uma avaliação nem alterou o que quer que fosse", criticou.

A deputada indicou que também foram deixados cair projectos como o pólo em Portugal do Museu Hermitage (depois de um investimento de quase 2 milhões de euros numa exposição inicial) e o Museu do Mar da Língua.

Sobre este último, a dirigente do CDS-PP referiu que "numa primeira fase o ministro disse que teria de ser realizado até ao fim de 2008 para não perder verbas, depois quis fazer este museu na estação do Rossio, depois disse que propunha um restauro e renovação de todo o edifício do Museu de Arte Popular para aí instalar o Museu do Mar da Língua e finalmente desistiu do projecto".

Na área do património, Teresa Caeiro destacou que há cerca de 3 mil obras classificadas em todo o país, muitas das quais são património mundial classificado pela UNESCO que se encontram em situação de risco.

Sobre esta matéria, Pinto Ribeiro comprometeu-se hoje, em conversa com a Lusa, a "recuperar todo o património classificado pela UNESCO nos próximos três anos", acreditando também que, graças às medidas que implementa, "todo o património português seja recuperado entre cinco e dez anos".

"Em 2005, não estava nada feito em termos de diagnóstico e de carta de risco. Primeiro, foi desenvolvido um trabalho de levantamento da situação do património, sobretudo em relação a património classificado e monumentos nacionais", reconheceu Pinto Ribeiro.

José António Pinto Ribeiro tomou posse a 30 de Janeiro de 2008, substituindo no cargo Isabel Pires de Lima. Tal como afirmou na tomada de posse, Pinto Ribeiro continua hoje a afirmar que os baixos orçamentos para a cultura não são um problema e que é possível “fazer mais com menos”.

Segundo Pinto Ribeiro, tal não significa que "o ministério da Cultura não queira ter um orçamento maior", mas alarga o contexto e aplica a polémica frase a todas as áreas. "Se era um objectivo meu, hoje é ainda mais importante. Isto porque atravessamos uma crise sem precedentes. Isto significa que devia ser uma palavra de ordem de todos nós fazer mais e melhor com menos".

Mas não só a oposição se levanta nas críticas à gestão da cultura no último ano. O poeta e deputado socialista Manuel Alegre lamentou que o Ministério da Cultura (MC) continue a ter "uma dotação orçamental baixíssima", que se traduz, entre outros aspectos, "num grande desprezo pelo património".

"Não sou conta o mecenato, mas é uma responsabilidade fundamental do Estado recuperar e salvaguardar o património nacional, que é a pegada histórica de um povo", salientou.

Escusando-se a comentar a performance do ministro José António Pinto Ribeiro, o escritor preferiu centrar a sua avaliação nas prioridades do Governo para a área da cultura.

"A cultura não tem sido prioridade do Governo, daí os baixíssimos orçamentos", conclui Manuel Alegre, alertando para a degradação de alguns dos sectores mais importantes deste sector, como o património arquitectónico e os museus.

Lastimou os casos que têm vindo a público de degradação de património, como o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha e a Sé Velha de Coimbra.

"Não percebo como o Estado tem tantos milhões para salvar um banco e não salva o património nacional do país. Parece que o património material está hoje acima do património histórico".
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358135&idCanal=14

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sobre as Políticas Culturais em Portugal e nos outros países








Fonte: Ministério da Cultura da República Portuguesa, Maio 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mais de 80% cumpriu quotas de música nacional no 1º semestre

Economia

Diz regulador

Mais de 80% cumpriu quotas de música nacional no 1º semestre

2008/12/05 17:32Redacção / MD

Rádios incumpridoras já estão a ser notificadasMais de 80 por cento das rádios portuguesas cumpriram as quotas de música portuguesa obrigatórias nos primeiros seis meses do ano, de acordo com um relatório de monitorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), refere a agência «Lusa».

No primeiro semestre de 2008, a ERC apurou que uma média de sete por cento das rádios não alcançou aquela percentagem. Fonte da ERC disse à «Lusa» que as rádios incumpridoras já estão a ser notificadas.

A lei da Rádio determina que as rádios estão sujeitas ao cumprimento de quotas no que respeita à programação de música portuguesa, que uma portaria de Abril deste ano fixa em 25%.

O cálculo das percentagens é apurado mensalmente e tem como base o número de composições difundidas por serviço de programas no mês anterior.

A lei estabelece ainda que 60 por cento da emissão de música nacional deve ser preenchida por música composta ou interpretada em língua portuguesa por cidadãos dos Estados membros da União Europeia.

A lei prevê o pagamento de coimas entre os 3 e os 15 mil euros para as estações locais e entre 30 e 50 mil euros nas estações nacionais.

A Entidade Reguladora monitorizou um universo de 120 estações, nove delas classificados como musicais.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1020711


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

IGAC tem falta de inspectores e meios

Apenas 20 funcionários para todo o País

IGAC tem falta de inspectores e meios

A Inspecção-Geral de Actividades Culturais (IGAC) tem apenas 20 funcionários para actuar em todo o País, sendo que nem sempre estão todos disponíveis para trabalhar no terreno.


Uma frota automóvel diminuta e velha e meios logísticos deficitários são outros dos problemas que afectam o funcionamento da Inspecção-Geral das Actividades Culturais.

Em declarações à rádio TSF, a inspectora-geral, Parla Andrade, explica que os veículos disponíveis são tão velhos que não permitem chegar a todo o País.

“Estamos a falar de uma cerca de dezena de veículos que servem toda a inspecção” e “muitas vezes não dão a resposta necessária para deslocações em todo o território nacional”, denuncia Paula Andrade, que acredita que os problemas da IGAC serão atenuados no próximo ano, quer com a contratação de mais três ou quatro funcionários, quer com a compra de viaturas novas.

Por sua vez, Ricardo Hipólito, director dos serviços de Inspecção, esclarece que “estamos num período em que há contenção no País e portanto eles não são suficientes, mas temos de compreender que a situação não dá para mais”.

De acordo com o responsável, é necessário fazer uma certa ginástica, mas com “alguma elasticidade” a inspecção tenta “viver” com o que tem, noticia a TSF.


Fonte: CM

domingo, 28 de setembro de 2008

Fnac Portugal em números: 10 anos

Visitantes em 10 Anos mais de 143 milhões de visitantes
Nº Total de colaboradores 1.454
Média colaboradores por loja 90
Loja com maior nº de colaboradores Colombo (160)
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domingo, 31 de agosto de 2008

A venda de discos em Portugal caiu 17,32 por cento nos seis primeiros meses deste ano, por comparação com igual período de 2007

Discos: Números da afp confirmam queda acentuada
Vendas caem 17%
A venda de discos em Portugal caiu 17,32 por cento nos seis primeiros meses deste ano, por comparação com igual período de 2007.

Os números são da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e confirmam a tendência mundial de queda na venda de música em suporte físico. Nos EUA, maior mercado do Mundo, a queda nas vendas de CD foi de 11 por cento na primeira metade de 2008.

Pelo contrário, a compra de música digital vai de vento em popa em Portugal, tendo-se verificado (em igual período de tempo) um crescimento de 35,19 por cento no volume de facturação. Um aumento considerável, que permite à indústria amortecer as perdas. Ainda assim, a facturação conjunta das vendas em suporte físico e digital sofre uma queda de cinco por cento nos primeiros seis meses do ano.

De acordo com Eduardo Simões, director-geral da AFP, o crescimento do mercado digital deve-se em grande medida aos "toques para telemóvel e aos downloads legais pela internet".

Em crescimento esteve também a venda de singles (1009 por cento) e de discos em vinil (54 250 por cento), em grande parte por motivos profissionais, e também de DVD, com um aumento de 2,60 por cento.

Tentando inverter a má conjuntura, as principais editoras de Portugal apostam em lançamentos de peso até ao final do ano, incluindo muitos artistas nacionais.

MUITA MÚSICA EM PORTUGUÊS

Até ao fim do ano não faltam lançamentos de música portuguesa. Já em Setembro chega a estreia a solo de João Gil, ainda sem título. Com selo da EMI há ainda Jorge Palma (ao vivo no Coliseu), em CD/DVD, e Da Weasel (no Pavilhão Atlântico), em DVD. ‘Companhia das Índias’, estreia a solo, de Rui Reininho, e ‘Black Diamonds’, dos Buraka Som Sistema, são apostas da Sony-BMG. Mafalda Arnauth e Pontos Negros (em Setembro), bem como Maria João e Mário Laginha (‘Chocolate’), em Outubro, e Maria João Pires (‘Chopin’), em Setembro, são trunfos da Universal. Em Novembro volta Tony Carreira (Farol).

O QUE VEM AÍ

METALLICA

‘Death Magnetic’, a 15 de Setembro (Universal).

U2

Novo disco, ainda sem título, sai até ao final do ano (Universal).

KEANE

‘Perfect Symmetry’ sai a 13 de Outubro (Universal).

AC/DC

Regresso com ‘Black Ice’, nas lojas a 20 de Outubro (Sony-BMG).

DAVID GLAMOUR

O guitarrista dos Pink Floyd lança ‘Live in Gdansk’, a 15 de Setembro (EMI).

IL DIVO

Novo disco, ainda sem título, chega em Novembro (Sony-BMG).

Luís Figueiredo Silva

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Os bastidores da TV digital terrestre em Portugal: actores políticos e económicos

Os bastidores da TV digital terrestre em Portugal: actores políticos e económicos

SERGIO DENICOLI, HELENA SOUSA

Resumo:
O governo português anunciou para 2008 o arranque das transmissões comerciais da
televisão digital terrestre (TDT). Num quadro de mudança e de profunda incerteza, esta
comunicação visa identificar os principais actores sociais com particular interesse no
processo de criação da TDT em Portugal. Tal como aconteceu noutros países europeus,
o Estado – em estreita articulação com as políticas definidas no plano europeu – continua
a ter um papel central na definição das políticas públicas para o sector e na gestão
(necessariamente tensa) dos interesses que se movem nesta esfera. A identificação dos
actores políticos, económicos, associativos, entre outros, neste campo, permite-nos
clarificar a actual rede política e a posição relativa dos vários actores.
Palavras-chave:
Televisão digital terrestre, radiodifusão, DVB.

Information Economy Report 2007-2008

Foi publicado pela United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD) o Information Economy Report 2007-2008, um relatório anual que pretende analisar até que ponto as TIC potenciam a criação do conhecimento e sua difusão, examinando ainda como é que as TIC, por um lado, afectam a produtividade e o crescimento dos países e, por outro, contribuem para gerar inovação, empreendedorismo e competitividade.

Com dados relativos ao ano de 2006, Portugal é referenciado no relatório como sendo o país, numa lista de 196 países, com a 15ª mais elevada taxa de penetração de telemóveis (116%), com a 57ª maior taxa de utilizadores de Internet e a 29ª mais elevada taxa de penetração de Banda Larga (fixa). Em termos de nível de exportações TIC (bens), Portugal apresenta-se na 34ª posição, numa lista liderada pela China, EUA e Japão.

http://www.unctad.org/

Publicado Relatório de Progresso do Plano Tecnológico 2008

Publicado Relatório de Progresso do Plano Tecnológico 2008

De acordo com os dados recentemente disponibilizados pelo relatório de progresso do Plano Tecnológico, Portugal tem hoje 100% das escolas públicas, 87% das instituições públicas, 76% das Empresas e 30% dos Agregados familiares ligados à banda larga fixa. Antes da implementação do Plano Tecnológico estes números eram de 18%, 53%, 49% e 12% respectivamente. A taxa de penetração de banda larga fixa passou de 7,9% para 14,4% enquanto a taxa de penetração de banda larga móvel evoluiu de valores insignificantes para 16,2% ultrapassando a penetração de banda larga fixa.

O Plano Tecnológico é uma agenda de mudança para a sociedade portuguesa que visa mobilizar as empresas, as famílias e as instituições para que, com o esforço conjugado de todos, possam ser vencidos os desafios de modernização que Portugal enfrenta. No quadro desta agenda, o Governo assume o Plano Tecnológico como uma prioridade para as políticas públicas. O Plano Tecnológico constitui ainda o pilar para o Crescimento e a Competitividade do Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego, que traduz a aplicação em Portugal das prioridades da Estratégia de Lisboa.

http://www.planotecnologico.pt/

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Media Capital compra à Prisa a produtora Plural Entertainment

26 de Maio de 2008 , por Ana Marcela

O grupo Media Capital anunciou a aquisição da Plural Entertainment, produtora audiovisual detida pela Prisa, grupo de media espanhol que controla a holding proprietária da TVI e da NBP. Segundo o comunicado enviado pelo grupo à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o negócio implica um investimento de 50 milhões de euros, sendo que com esta aquisição “o grupo Media Capital SGPS SA concentrará a actividade da produção audiovisual do grupo Prisa incluindo, a partir desta data, a holding Plural Entertainment España SL e suas participadas”.O anúncio confirma as intenções já manifestadas publicamente por Manuel Polanco, administrador-delegado da Media Capital, de concentrar toda a estrutura de produção da Media Capital e da Prisa sob a marca NBP, reiterada em Outubro passado pelo responsável aquando da apresentação da estratégia do grupo depois da consolidação da estrutura accionista. Na altura, Manuel Polanco relembrava que a NBP já produzia mais de mil horas de ficção nacional por mês, números que a posicionavam como uma das três principais produtoras da Península Ibérica. Nos planos do grupo está a criação de uma “cidade cinematográfica” para acolher os cinco estúdios de produção da NBP, e também a produção exterior, pois “Portugal pode ser um país de atracção de produções oriundas de outros países, não só pelos custos, como pelo clima e know how”, considerava Manuel Polanco. Na altura, adiantava o responsável, o grupo estava em negociações com várias câmaras municipais na região de Lisboa com vista à obtenção de um espaço, situação que ainda se mantém. Questionada pelo M&P, fonte da administração da Media Capital adianta que “continuam a ser analisadas localizações possíveis sendo que não existe ainda uma decisão final, o que deverá acontecer durante o ano em curso, como anteriormente anunciado”.

Com este anúncio, a Plural Entertainment passa a fazer parte do universo MC. A produtora audiovisual da Prisa foi criada em 2001, pretendendo dar resposta “à crescente procura de material para cinema e televisão no mercado hispânico nos Estados Unidos, bem como Espanha e América Latina”, pode-se ler no site da produtora, que possui escritórios em Madrid, Gijon, Saragoça, Santa Cruz de Tenerife e Miami. Desde 2003 produz séries para o canal norte-americano Univision, tendo assinado em 2006 um acordo de colaboração com a Disney para a produção de formatos de entretenimento dirigidos ao público hispânico. Telemundo e MegaTV são outros dos canais para os quais a Plural Entertainment trabalha. A produtora detém ainda uma participação maioritária na Tesela, produtora cinematográfica. Segundo o relatório e contas do grupo Prisa, em 2007 a Plural Entertainment obteve um EBITDA de 8,11 milhões de euros (+79,3%).

A venda da Plural Entertainment é uma das mudanças que a Prisa está a operar no seu negócio audiovisual. Na passada quinta-feira o grupo anunciou que está a estudar a possível venda “total ou parcial do negócio de televisão paga” (Digital +), solicitando ainda ao administrador-delegado, Juan Luís Cébrian, a “reorganização do plano estratégico da empresa” e do negócio audiovisual do grupo. Num encontro com jornalistas, e segundo noticia a edição online do El País, Cebrián explicou que esta reestruturação pretende criar um marco financeiro adequado para definir os objectivos do “único grupo global de comunicação e entretenimento em espanhol e português”. Quanto à venda da Digital+, Cébrian afirma que é uma possibilidade, mas que até ao momento não decorreram negociações com nenhum grupo interessado neste activo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Música: Mercado português sofreu quebra de 6,1 M€ em 2007


A venda de música no mercado português em formato áudio e digital sofreu uma quebra de 6,1 milhões de euros (M€) em 2007, com as editoras a facturarem um total de 44,5 M€, revelou hoje a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).

No ano passado, as editoras discográficas facturaram cerca de 44,5 M€ com venda de música, sobretudo em CD e em digital, menos 12 por cento do que em 2006, ano em que a facturação ultrapassou os 50,6 M€.

«Estamos perante um quadro de evolução complicado, depressivo. Vamos acumulando perdas ano após ano sem haver um correspondente aumento do mercado digital que alivie perspectivas para o futuro», afirmou à agência Lusa o presidente da AFP, Eduardo Simões.

De acordo com o relatório da AFP sobre o mercado discográfico, em 2007 venderam-se 7,9 milhões de unidades de álbuns discográficos, com o suporte CD ainda a dominar as vendas (6,7 milhões).

No que toca a lançamentos discográficos, na edição de música portuguesa, predominam os álbuns de pop/rock, que renderam 4,2 M€ de facturação para as editoras, seguindo-se a música ligeira (1,8 M€) e o fado (1,3 M€).

O mesmo acontece quando se fala na edição discográfica de grupos e artistas estrangeiros em Portugal, com o pop/rock a ser o mais lucrativo, com 14,5 M€, muito à frente dos 1,1 M€ de facturação com a música clássica.

Apesar da quebra que a indústria discográfica sofreu em 2007, a venda de música exclusivamente em formato digital registou um aumento de 2,1 M€ para 2,6 M€, com 225.433 descarregamentos (downloads) legais.

A maior fatia nesta área foi para os conteúdos de música para telemóveis - 1,9 milhões de unidades -, a maioria toques telefónicos pagos (1,2 milhões de unidades), que renderam 1,6 milhões de euros.

Nas vendas de música em formato digital, o consumidor preferiu comprar singles (202.581 unidades) em vez de descarregar álbuns inteiros (18.971).

A Sony/BMG liderou o mercado em 2007, com 18,6 por cento do total de facturação, seguindo-se a Universal (18,2 por cento), e a EMI (14,8 por cento).

No mercado audiovisual, dominado pela venda de DVD musicais, registou-se uma descida de 7,9 M€ de facturação em 2006 para 6,1 M€ no ano seguinte.

Para Eduardo Simões, o único segmento de mercado onde tudo está a correr bem é o do toque dos telemóveis e deveria estar a acontecer o mesmo no que toca à restante venda de música digital.

«Não é possível que isso aconteça quando o consumidor recorrer aos sistemas de partilha de ficheiros não autorizados. É impossível ter uma loja que vende um produto, por mais barato que seja, ao lado de uma outra que dá de graça», criticou o responsável da AFP.

Perante este cenário do mercado discográfico português - que se apresenta «pior do que a conjuntura internacional» -, Eduardo Simões afirma ainda que «está quase tudo por fazer relativamente à piratairia digital».

«A nível internacional o quadro não é tão gravoso porque nalguns países estão a ser dados passos decisivos no combate à pirataria e onde o mercado digital já funciona, como nos Estados Unidos Alemanha, França e Reino Unido», disse.

Segundo Eduardo Simões, a AFP está a tentar sensibilizar o Ministério da Cultura para que seja adoptado um sistema em que os utilizadores que pirateiam sejam notificados e possam ver a sua conta suspensa ou terminada.

«Para isso seria preciso criar uma entidade reguladora, com titulares de direitos de autores, dos software, de associações de consumidores e um quadro normativo que regulamente essa entidade e com um magistrado independente», reforçou Eduardo Simões.

Quanto às editoras discográficas, o responsável da AFP aconselha-as a continuarem a «procurar novos talentos que agradem os públicos e a fazer toda a pressão junto da autoridades para que olhem seriamente para os downloads ilegais».

Diário Digital / Lusa


quinta-feira, 20 de março de 2008

"A língua é elemento essencial de identidade"


Ministro da Cultura defende que deveria ter algo a dizer sobre os conteúdos da RTP

O ministro da Cultura diz que a língua portuguesa tem um valor económico extraordinário. Na primeira entrevista como membro do Governo, José António Pinto Ribeiro considera que devia ter algo a dizer sobre os conteúdos do canal público de televisão.
SIC


O ministro da Cultura não quer ter a tutela da RTP mas acha que a política cultural do Governo também deveria ser exercida através da estação pública.

Nos últimos tempos o acordo ortográfico tem sido tema de discussão. Para José António Pinto Ribeiro não haverá uma política da língua se não se tivermos uma escrita comum com o Brasil, Angola e Moçambique. O ministro diz que a língua é elemento essencial de identidade e pode ser também elemento de riqueza económica.

O ministro quer requalificar os museus portugueses, integrá-los nas comunidades e a poucos dias da Páscoa, quando tantos turistas visitam Portugal, Pinto Ribeiro agradece o voto de confiança dos funcionários dos museus no seu mandato.

José António Pinto Ribeiro reconhece que o orçamento da Cultura é pequeno e pretende encontrar outras formas de financiamento. O ministro quer valorizar o prestígio social dos mecenas e, por exemplo, dar o nome dos benfeitores a alas de museus.

Quanto a grandes eventos culturais, Pinto Ribeiro gostaria que a Festa da Música voltasse ao Centro Cultural de Belém mas diz que a decisão é do conselho de administração do CCB.

O ministro da Cultura quer mais cooperação entre as várias entidades e o Ministério, menos individualismo e pede o empenho de todos.