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sexta-feira, 24 de abril de 2009

DIFUSÃO DA MÚSICA PORTUGUESA EM PORTUGAL

DIFUSÃO DA MÚSICA PORTUGUESA EM PORTUGAL DIFUSÃO DA MÚSICA PORTUGUESA EM PORTUGAL Ricardo Dissertação sobre a Difusão da Música Portuguesa em Portugal realizada no âmbito do Mestrado de Comunicação, Cultura e TI do ISCTEObtida a classificação de Muito Bom por unanimidade, tendo como arguente do júri o Prof. Doutor João Teixeira Lopes

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Optimus Discos edita e promove música nova portuguesa

Optimus Discos
Optimus Discos

Na sequência dos novos desafios colocados à indústria musical, que levaram à procura incessante de formas alternativas de colocar música no mercado, surge uma das primeiras respostas com carimbo nacional. A Optimus Discos é um projecto Optimus que conta com o apoio do radialista e divulgador Henrique Amaro e, segundo o próprio, «surgiu motivada pela vontade de criar uma nova solução de editar e divulgar a música que uma geração de músicos vai produzindo no Portugal contemporâneo». Amaro acrescenta também que «colocar a disponibilidade e investimento de uma corporação como a Optimus aliada ao poder criativo dos músicos» esteve na base do projecto.

Denominada como «plataforma que viabiliza edições», a Optimus Discos coloca simultaneamente à disposição do público uma colecção de, numa primeira fase, seis EPs que serão disponibilizados em formato físico e, gratuitamente, em formato digital (o site da editora tem porta de entrada em www.musica.optimus.pt). «A ideia do gratuito é sinónimo de aceitação. Contraria a pirataria, cria novos públicos, desperta entusiasmo e não dificultao conhecimento da obra por motivos económicos ou culturais». O facto de os EPs chegarem também às lojas em formato físico (edição limitada a 500 exemplares) não entra em conflito com o produto digital, dado que «A música dirige-se a públicos com hábitos distintos e se uns cresceram e se formaram a ouvir vinil, outros nem sabem do que se trata. Existe uma realidade digital centrada numa geração recente e uma outra que ainda promove uma ligação próxima ao objecto».

Uma das grandes diferenças entre a Optimus Discos e as editoras fonográficas tradicionais prende-se com o facto de «a única ligação das bandas à Optimus Discos [existir] através do licenciamento das obras para download gratuito por um período de tempo. Nada mais. A obra e o futuro editorial pertencem a cada um dos artistas», esclarece Amaro. E como foi feita, então, a selecção dos projectos que contarão com a chancela Optimus Discos? «Através do conhecimento que tinha de alguns discos que não tinham solução editorial e de contactos que me fizeram chegar a outros. Não temos uma linha editorial específica e não promovemos limites de género».

The Bombazines
The Bombazines
Marta Ren (Sloppy Joe) e Rui Silva «Gon» (Zen, Mata Tu Patrón, Hiena) são as vozes de um projecto que aposta num cruzamento actualizado entre a soul/funk feita nas décadas de 60 e 70 e a exuberância dos 80s e 90s dos Happy Mondays e Primal Scream. A acompanhá-los, estão Miguel Barros (Zen, Hiena), Eurico Amorim (Mesa, Supernada) e Nuno Mendes (Bandemónio, Lucky Stereo).

Madame Godard
Aurora
Há onze anos conseguiram alcançar um honroso segundo lugar no concurso Termómetro Unplugged e depois de muitos anos de estrada – passaram por importantes palcos nacionais como os dos festivais Paredes de Coura e Vilar de Mouros – os Madame Godard gravam finalmente o seu eclectismo em disco: chama-se Aurora.

Tiguana Bibles
Child of the Moon
Os Tiguana Bibles são três amigos de longa data. As referências são as melhores – passaram pelas formações dos Tédio Boys, Parkinsons, Bunnyranch e Ruby Ann and the Boppin’ Boozers – e registam agora aquilo que andaram a congeminar com «a voz feminina mais docemente açucarada de sempre».

The Pragmatic
Circles
No início, eram um duo baseado em St. Louis (nos Estados Unidos) mas rapidamente passaram a quinteto. Os Pragmatic, que contam com a presença do português André Anjos nos sintetizadores, oferecem no EP Circles uma mistura de música séria com sons absurdos, baseada fortemente em sintetizadores analógicos.

Tó Trips + Tiago Gomes
Vi-os Desaparecer na Noite
Tó Trips (guitarrista dos Dead Combo) e Tiago Gomes (poeta, letrista de projectos como A Naifa e Linha da Frente), juntaram-se para celebrar Jack Kerouac e a sua obra-prima Pela Estrada Fora. O espectáculo apresentado ao vivo, com vídeo de Raquel Castro, chega agora em formato disco.

DJ Ride
Beat Journey
É um dos maiores valores do hip-hop nacional e um exímio domador dos pratos. O DJ e produtor Ride leva a sua aventura individual mais longe e embarca numa Beat Journey, depois de ter trabalhado com nomes como Rocky Marsiano, Sagas, Micro Audio Waves, Coldfinger, Slimmy ou Cool Hipnoise.

INFO
A edição dos dois formatos (físico e digital) é simultânea: Abril é o mês dos primeiros 6 EPs. A distribuição estará a cargo da Compact Records.

O trabalho gráfico dos EPs, num espírito semelhante à serigrafia, será dirigido por Tó Trips (Dead Combo).

As versões digitais dos EPs estarão disponíveis para download gratuito durante um ano em www.musica.optimus.pt

Os 6 EPs serão vendidos também em formato físico (CD), limitado a 500 exemplares, exclusivamente nas lojas Fnac, ao preço de €4,95.


Mário Rui Vieira

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mais de 80% cumpriu quotas de música nacional no 1º semestre

Economia

Diz regulador

Mais de 80% cumpriu quotas de música nacional no 1º semestre

2008/12/05 17:32Redacção / MD

Rádios incumpridoras já estão a ser notificadasMais de 80 por cento das rádios portuguesas cumpriram as quotas de música portuguesa obrigatórias nos primeiros seis meses do ano, de acordo com um relatório de monitorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), refere a agência «Lusa».

No primeiro semestre de 2008, a ERC apurou que uma média de sete por cento das rádios não alcançou aquela percentagem. Fonte da ERC disse à «Lusa» que as rádios incumpridoras já estão a ser notificadas.

A lei da Rádio determina que as rádios estão sujeitas ao cumprimento de quotas no que respeita à programação de música portuguesa, que uma portaria de Abril deste ano fixa em 25%.

O cálculo das percentagens é apurado mensalmente e tem como base o número de composições difundidas por serviço de programas no mês anterior.

A lei estabelece ainda que 60 por cento da emissão de música nacional deve ser preenchida por música composta ou interpretada em língua portuguesa por cidadãos dos Estados membros da União Europeia.

A lei prevê o pagamento de coimas entre os 3 e os 15 mil euros para as estações locais e entre 30 e 50 mil euros nas estações nacionais.

A Entidade Reguladora monitorizou um universo de 120 estações, nove delas classificados como musicais.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1020711