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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Optimus Discos edita e promove música nova portuguesa

Optimus Discos
Optimus Discos

Na sequência dos novos desafios colocados à indústria musical, que levaram à procura incessante de formas alternativas de colocar música no mercado, surge uma das primeiras respostas com carimbo nacional. A Optimus Discos é um projecto Optimus que conta com o apoio do radialista e divulgador Henrique Amaro e, segundo o próprio, «surgiu motivada pela vontade de criar uma nova solução de editar e divulgar a música que uma geração de músicos vai produzindo no Portugal contemporâneo». Amaro acrescenta também que «colocar a disponibilidade e investimento de uma corporação como a Optimus aliada ao poder criativo dos músicos» esteve na base do projecto.

Denominada como «plataforma que viabiliza edições», a Optimus Discos coloca simultaneamente à disposição do público uma colecção de, numa primeira fase, seis EPs que serão disponibilizados em formato físico e, gratuitamente, em formato digital (o site da editora tem porta de entrada em www.musica.optimus.pt). «A ideia do gratuito é sinónimo de aceitação. Contraria a pirataria, cria novos públicos, desperta entusiasmo e não dificultao conhecimento da obra por motivos económicos ou culturais». O facto de os EPs chegarem também às lojas em formato físico (edição limitada a 500 exemplares) não entra em conflito com o produto digital, dado que «A música dirige-se a públicos com hábitos distintos e se uns cresceram e se formaram a ouvir vinil, outros nem sabem do que se trata. Existe uma realidade digital centrada numa geração recente e uma outra que ainda promove uma ligação próxima ao objecto».

Uma das grandes diferenças entre a Optimus Discos e as editoras fonográficas tradicionais prende-se com o facto de «a única ligação das bandas à Optimus Discos [existir] através do licenciamento das obras para download gratuito por um período de tempo. Nada mais. A obra e o futuro editorial pertencem a cada um dos artistas», esclarece Amaro. E como foi feita, então, a selecção dos projectos que contarão com a chancela Optimus Discos? «Através do conhecimento que tinha de alguns discos que não tinham solução editorial e de contactos que me fizeram chegar a outros. Não temos uma linha editorial específica e não promovemos limites de género».

The Bombazines
The Bombazines
Marta Ren (Sloppy Joe) e Rui Silva «Gon» (Zen, Mata Tu Patrón, Hiena) são as vozes de um projecto que aposta num cruzamento actualizado entre a soul/funk feita nas décadas de 60 e 70 e a exuberância dos 80s e 90s dos Happy Mondays e Primal Scream. A acompanhá-los, estão Miguel Barros (Zen, Hiena), Eurico Amorim (Mesa, Supernada) e Nuno Mendes (Bandemónio, Lucky Stereo).

Madame Godard
Aurora
Há onze anos conseguiram alcançar um honroso segundo lugar no concurso Termómetro Unplugged e depois de muitos anos de estrada – passaram por importantes palcos nacionais como os dos festivais Paredes de Coura e Vilar de Mouros – os Madame Godard gravam finalmente o seu eclectismo em disco: chama-se Aurora.

Tiguana Bibles
Child of the Moon
Os Tiguana Bibles são três amigos de longa data. As referências são as melhores – passaram pelas formações dos Tédio Boys, Parkinsons, Bunnyranch e Ruby Ann and the Boppin’ Boozers – e registam agora aquilo que andaram a congeminar com «a voz feminina mais docemente açucarada de sempre».

The Pragmatic
Circles
No início, eram um duo baseado em St. Louis (nos Estados Unidos) mas rapidamente passaram a quinteto. Os Pragmatic, que contam com a presença do português André Anjos nos sintetizadores, oferecem no EP Circles uma mistura de música séria com sons absurdos, baseada fortemente em sintetizadores analógicos.

Tó Trips + Tiago Gomes
Vi-os Desaparecer na Noite
Tó Trips (guitarrista dos Dead Combo) e Tiago Gomes (poeta, letrista de projectos como A Naifa e Linha da Frente), juntaram-se para celebrar Jack Kerouac e a sua obra-prima Pela Estrada Fora. O espectáculo apresentado ao vivo, com vídeo de Raquel Castro, chega agora em formato disco.

DJ Ride
Beat Journey
É um dos maiores valores do hip-hop nacional e um exímio domador dos pratos. O DJ e produtor Ride leva a sua aventura individual mais longe e embarca numa Beat Journey, depois de ter trabalhado com nomes como Rocky Marsiano, Sagas, Micro Audio Waves, Coldfinger, Slimmy ou Cool Hipnoise.

INFO
A edição dos dois formatos (físico e digital) é simultânea: Abril é o mês dos primeiros 6 EPs. A distribuição estará a cargo da Compact Records.

O trabalho gráfico dos EPs, num espírito semelhante à serigrafia, será dirigido por Tó Trips (Dead Combo).

As versões digitais dos EPs estarão disponíveis para download gratuito durante um ano em www.musica.optimus.pt

Os 6 EPs serão vendidos também em formato físico (CD), limitado a 500 exemplares, exclusivamente nas lojas Fnac, ao preço de €4,95.


Mário Rui Vieira

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mega-aliança entre editoras e fabricantes quer acabar com `downloads` ilegais

Mega-aliança entre editoras e fabricantes quer acabar com `downloads` ilegais
publicado 14:04 13 Março '09


Lisboa, 13 Mar (Lusa) - Os downloads ilegais de músicas da Internet têm os dias contados, após uma mega-aliança entre as quatro maiores editoras discográficas e os fabricantes de equipamentos e software que visa a criação de códigos de barras para música digital.


A mega-aliança entre as discográficas Sony, EMI, Universal e Warner e os fabricantes de equipamentos e software - Nokia, Apple, Microsoft e Google - visa a criação de um padrão através de um código de barras para as músicas que são descarregadas legalmente da Internet, de forma a impedir os downloads ilegais, divulga hoje o jornal espanhol Expansión.

Segundo o diário, mais de 30 grandes empresas com interesses no negócio da música digital e integradas na organização não lucrativa Digital Data Exchange (DDEX) começaram a implantar um "único conjunto de mensagens estandardizadas para a comunicação de informação entre as organizações que operam na cadeia de valor dos conteúdos digitais".

O mesmo jornal explica que cada música terá uma "chave complexa de 30 números, semelhante à dos códigos de barras dos produtos alimentares".

Em declarações ao jornal, um responsável da Telefónica Servicios de Música explica que com esta informação estandardizada, todos os agentes do sector terão informação "precisa", sobre a origem, o momento e a forma com se descarrega uma música em todo o mundo.

Isto significa que os operadores poderão cobrar as músicas que os seus clientes descarregam, os gestores dos direitos saberão quantas vezes são ouvidas e os produtores de conteúdos conseguirão controlar em cada momento o uso dos produtos que comercializam.

A padronização dos downloads de músicas é considerada crucial para o desenvolvimento deste tipo de negócio, que representa apenas 5 por cento do total das músicas descarregadas diariamente da Internet.

O sistema de identificação que as empresas estão a desenvolver com a supervisão da DDEX prevê ainda que um conteúdo seja ouvido num dispositivo, mas não pode ser exportado para outros dispositivos.

JMG

domingo, 21 de dezembro de 2008

Warner Music falha acordo com YouTube

Madonna sai do site de partilha de vídeos
Warner Music falha acordo com YouTube
A Warner Music proibiu o YouTube de partilhar os videoclips dos seus artistas, depois de falharem as negociações com o site para a divulgação dos seus músicos. Esta decisão afecta vídeos de artistas como Madonna e Red Hot Chili Peppers.
Carolina Reis*

Os videoclips oficias de Madonna, Red Hot Chili Peppers ou do raper T.I. vão sair do YouTube. A Warner Music, a editora que representa os artistas, ordenou ontem ao site que removesse os vídeos dos seus músicos.

A Warner e o site estavam a negociar a renovação do contrato, assinado em 2006, que permitia que o site divulgasse videoclips dos seus artistas. A empresa queria receber uma percentagem maior, da que tinha sido acordada, dos lucros do tráfego e da publicidade que os vídeos geravam no YouTube . " Não podemos aceitar uma verba que não compensa cantores, músicos, compositores", diz um comunicado da Warner.

O YouTube ainda não emitiu nenhum comentário à decisão da Warner, mas está a respeitá-la. Quando pesquisados os vídeos oficiais dos artistas aparece a seguinte mensagem: "Este vídeo não está mais disponível devido à reclamação de terceiros contra a violação de direitos de autor.

Recorde-se que a Warner foi a primeira discográfica a fazer um acordo com o YouTube. A Sony, a Emi, a Universal e a Vivendi foram as que se seguiram. Esta decisão vai afectar centenas de videoclips.

* com agências

Fonte: Expresso

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Notícias do mundo digital

Radiohead Ends Download Ban Via 7digital Deal

Radiohead has finally broken its long held ban on digital downloads by placing much of its catalog on a UK digital download service.

James Blunt Album To Be Sold Via MySpace

Warner Music Group will sell the new James Blunt album "All the Lost Souls" on MySpace. And while it's not DRM-free, it will work with the iPod.

Fonte: Billboard

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Os telemóveis como plataforma rentável de distribuíção

Neste momento, mais que a venda de música online, a distribuíção de conteúdos musicais por via da plataforma dos telemóveis é um prioridade não só das editoras mas principalmente dos próprios operadores de telecomunicações:

China Unicom Tests Music Service
China Unicom Ltd., the country's No. 2 mobile phone carrier, said Tuesday it has started testing a music download service offering subscribers songs from 23 record companies.
T-Mobile UK Launches Mobile Jukebox
T-Mobile in the UK has joined the throng of wireless operator offering a la carte full song music downloads.

Vendas de CD em queda contínua

A indústria fonográfica vive momentos de crise pela queda abrupta na venda dos CD. Com a banalização dos "downloads" na Internet, cada vez são menos aqueles que vão a uma loja de discos comprar o último trabalho editado por este ou aquele artista. Com uma pequena operação no teclado do seu computador pessoal, qualquer um tem acesso a milhões de músicas, que facilmente pode gravar.A vincar ainda mais esta realidade surgem os dados divulgados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que apontam para uma quebra abrupta nas vendas em 2006.Ainda que as vendas de música digital tenham duplicado no último ano, não são suficientes para compensar as perdas no que à venda de CD diz respeito.John Kennedy, da IFPI, afirma que espera que o declínio nas vendas de CD possa vir a ser compensado a breve prazo pelo incremento do mercado da música digital."Enquanto as vendas digitais cresceram mais do que esperávamos, as físicas caíram mais do que aquilo que aguardávamos", disse Kennedy. "Infelizmente este quadro continua em 2007. As vendas físicas continuam a cair mais rapidamente do que julgávamos, particularmente nos Estados Unidos e agora também no Reino Unidos", revelou o mesmo responsável.No entanto, John Kennedy prevê que as vendas digitais subam 50% até ao final do presente ano.Os "downloads" ilegais não figuram nas estimativas, mas calcula-se que sejam feitos 20 ilegais por cada um legal em todo o Mundo.Kennedy insiste que " a música é mais popular do que nunca", mas lamenta o que a piratiaria está a fazer à indústria discográfica, designadamente a cópia de CD.O mesmo responsável diz que tudo passa por alertar governos e pela educação dos utilizadores.


http://jn.sapo.pt/2007/07/05/cultura/vendas_cd_queda_continua.html

IFPI: Global Market Shrinks By 5%

The global recorded music market in 2006 slipped by 5% year-on-year, according to new figures published by the IFPI.