sábado, 12 de setembro de 2009
PELA CULTURA, LIBERDADE, TRANSFORMAÇÃO E EMANCIPAÇÃO VOTAMOS CDU!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Petição Nº 538/X/4
Solicitam o apoio efectivo às "bandas de garagem" e outras manifestações culturais, o reforço da verba do Estado para a cultura, a criação de uma rede nacional de espaços para a produção artística e medidas que apoiem e facilitem o acesso dos mais jovens à cultura.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
À Procura da Escala - cinco exercícios disciplinados sobre cultura contemporânea
Pinto Ribeiro, António
Exercício 1. Há, de facto, modos diferentes de governar, inclusivamente na cultura
Exercício 2. A interculturalidade: propósitos e ambiguidades
Exercício 3. Europa-África. E vice-versa?
Exercício 4. À procura da escala
Exercício 5. Fragmentos de cidades
- A propósito de cidades perfeitas
- Um artista de rua
- Piscinas
- Hortas
- Desempregados
- Chá
- Quarto de hotel numa cidade árabe
sexta-feira, 24 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Marxism and the Interpretation of Culture
- PROGRAMME FOR SUMMER TERM 2009
Friday 01 May
Edward Carpenter and the Socialist and Anarchist Movements of the late 19th and early 20th Centuries Sheila Rowbotham (University of Manchester)
Friday 15 May
The Cinema of John Sayles: From Billy Zane to Brecht and Bahktin, and back again Mark Bould (University of the West of England)
This seminar is in L103 in the Institute of Advanced Legal Studies, 17 Russell Square
Friday 29 May
Bourgeois Behaviours: Accumulation & Waste in 19th Century Newspaper Consumption Tom Gretton (University College London) This seminar will take place in NG15 in the North Block, Senate House
Friday 12 June
Jorg Immendorf’s Cafe Deutschland
Norbert Schneider (University of Karlsruhe)
All seminars start at 5.30pm, and are held in the Wolfson Room (unless otherwise indicated) at the Institute of Historical Research in Senate House, Malet St, London. The seminar closes at 7.30pm and retires to the bar.
Organisers: Matthew Beaumont, Warren Carter, Steve Edwards, Andrew Hemingway, Esther Leslie, & Frances Stracey.
For further information, contact Andrew Hemingway, at:
a.hemingway@ucl.ac.uk or Esther Leslie at: e.leslie@bbk.ac.uk
sábado, 14 de março de 2009
GESTÃO E COMUNICAÇÃO CULTURAL - SEMINÁRIOS POR TONI PUIG
Em entrevista recente concedida a Rui Matoso, Puig disse:
- Toda a cultura, toda a programação cultural, cujo objectivo não esteja ancorada no contexto concreto das cidades concretas (reais) e na melhoria das condições de vida intelectual dos cidadãos, não é cultura, é espectáculo! Eu sou um grande defensor dos espectáculos, claro! Precisamos de espectáculos de qualidade, no tipo de vida que levamos precisamos de distracções. Mas, de modo lato diria que tudo o que promove o pensamento é cultura, e tudo o que nos distrai é espectáculo, diversão. Precisamos das duas coisas obviamente.
- Eu comecei por trabalhar em Barcelona com os temas da animação sociocultural, que significa trabalhar com as pessoas e implicá-las nos processos. Depois chegou a era da gestão cultural, e acharam que tudo aquilo era muito popular, onde havia muita gente popular e anónima. Isso não lhes interessava, por isso sucumbiram ao glamour da gestão cultural. Criaram equipamentos, e muito bem, mas agora estão aborrecidos, sem dinheiro, sem saber o que fazer, pois já programaram de tudo. A gestão cultural funcionou sempre como distribuição de produtos e um difusor de artistas e de actividades, nunca colocou a tónica no pensamento. São cadeias de distribuição comercial de produtos que provoquem resultados imediatos, económicos ou mediáticos. Por isso, não colocam o assento na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Obama pode criar órgão público para a cultura
30 de Janeiro de 2009 by Redação
Com a redução de investimentos em produções artísticas nos EUA, setor cultural cobra do novo governo a criação de um cargo equivalente ao de ministro da Cultura.
Como em muitos países, a crise financeira já começa a atingir o setor cultural norte-americano. Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, em média, as doações a fundações culturais tiveram queda de 30% a 35% em 2008 na comparação com 2007. Os cálculos foram divulgados pela consultora da Rockefeller Philanthropy Advisors, Melissa Berman, que declarou na mesma matéria: “As [fundações culturais] que tinham fundos investidos com Bernie Madoff simplesmente desapareceram”.
Com essa queda, sofrem desde museus, que realizaram cortes entre 5% e 20%, de acordo com levantamento do “Art Newspaper” nos 50 maiores, até orquestras e óperas, como por exemplo, a Metropolitan Opera de Nova York, que eliminou 10% dos salários; a de Los Angeles reduziu 25% dos gastos; e a de San Francisco diminuiu o número de apresentações.
Até as áreas consideradas “à prova de recessão” registram os primeiros golpes, como Hollywood, que viu a bilheteria nos EUA e no Canadá cair de 1.4 bilhão de ingressos vendidos em 2007 para 1,36 bilhão em 2008, e a Broadway.
Neste cenário, a classe artística norte-americana se empenha em um projeto de criação de um cargo equivalente ao de ministro da Cultura, isto é, um “czar da cultura”, responsável pelo setor com acesso direto ao presidente, inexistente na atual estrutura do Executivo dos EUA. O mais próximo seria o presidente do National Endowment for the Arts (NEA), fundo federal de apoio às artes com orçamento anual de US$ 145 milhões (ou R$ 333 milhões) - o do MinC brasileiro é de R$ 1,35 bilhão. O posto é político, e o sucessor do indicado por George W. Bush ainda não foi anunciado pelo democrata.
Além da missão de cuidar de assuntos como incluir, no pacote de estímulo econômico de US$ 825 bilhões do governo, uma fatia para a cultura, o “czar da cultura” defenderá os representantes de um setor que responde por cerca de 6 milhões de empregos e injeta US$ 167 bilhões na economia dos EUA todos os anos, segundo números do grupo de lobby Americans for the Arts.
Abaixo-assinado
O principal defensor do novo cargo é o músico Quincy Jones, que levou abaixo-assinado com 200 mil nomes ao novo presidente no dia da posse. A idéia foi vista com simpatia pela Casa Branca, e uma decisão deve sair nas próximas três semanas.
O pedido de Jones ganhou o apoio de William Ivey, ex-presidente do NEA, que coordenou a área de cultura do governo de transição e avaliou que houve um descuido do setor nos oito anos de Bush. “Se a tarefa [de recuperação] requer a consideração de uma nova agência governamental - um departamento de assuntos culturais com nível ministerial-, que seja”, declarou ele.
* Com informações do jornal Folha de S. Paulo – Sérgio Dávila.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Entidades culturais e partidos juntam-se em coro de protestos contra ministro da Cultura
Entidades culturais e partidos juntam-se em coro de protestos contra ministro da Cultura
30.01.2009 - 12h20 Lusa
Falta de diálogo, falta de políticas para os vários sectores e desinvestimento são algumas das críticas que várias entidades culturais e partidos políticos, ouvidos pela agência Lusa, lançam ao ministro da Cultura José Pinto Ribeiro, quando se completa o primeiro ano de actividade à frente da tutela.
O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Rui Beja, lamenta a "ausência de contacto" com o ministro a quem solicitou uma audiência em Agosto. "Solicitámos um reunião a 1 de Agosto ao senhor ministro, a 13 responderam-nos que reuniríamos logo que possível, e até hoje", disse à Lusa Rui Beja.
Os editores e livreiros querem alguns esclarecimentos do ministro, nomeadamente quando passa "a vigorar de facto" o Acordo Ortográfico. Esta informação é considerada essencial, designadamente para a área do livro escolar.
Rui Beja afirmou que a "APEL está disposta a cooperar, mas para isso tem de conhecer as perspectivas do ministro".
João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) considerou também que "continua a faltar uma política estruturada" para o sector dos museus em Portugal, apesar do empenho demonstrado no último ano pelo actual ministro da Cultura.
"Está-se a caminhar para algo, mas o grande problema continua a ser a ausência de uma política estrutural para esta área", sublinhou o presidente da APOM, que aponta ainda "falta de bom senso, diálogo e cooperação com as instituições que poderiam apoiar o Ministério da Cultura nesta matéria".
Sobre as medidas tomadas ao longo de um ano para o sector dos museus - que tem sofrido na última década um progressivo agravamento das dificuldades orçamentais e recursos humanos - João Neto define-as como "analgésicos".
"Há medicamentos para atenuar a dor e há medicamentos para curar a doença. É destes últimos que necessita a museologia em Portugal", apelou.
Defendeu um olhar mais aprofundado da tutela para a globalidade dos museus do país - incluindo os municipais e privados - e "não apenas os nacionais".
Questionado sobre a actividade desenvolvida pela Rede Portuguesa de Museus (RPM), entidade tutelada pelo MC que se dedica à credenciação e qualificação de todos os museus do país e que conta actualmente com cerca de 120 museus, o responsável apontou que "continua com dificuldades em aplicar as normas adequadas".
"A Rede Portuguesa dos Museus não deveria estar só nas mãos do Estado - defendeu - mas sim com uma administração tripartida que passe pelo Ministério da Cultura, a APOM e o ICOM" (International Council of Museums), organização não-governamental que possui uma representação em Portugal.
A APOM advoga ainda que parte do dinheiro dos jogos (como o Euromilhões) deveria ser "aplicada em bons projectos que incidam na área do património nacional".
Por seu lado, a Associação Portuguesa de Realizadores (APR) criticou o ministro da Cultura por não ter apresentado uma política para o cinema português ao fim de um ano de mandato. "Não houve medidas novas que instituíssem um sentido de renovação no sector", disse o vice-presidente da associação, o realizador Fernando Vendrell. Para aquela associação de realizadores, no último ano assistiu-se a uma "descaracterização do cinema e a uma invasão da televisão nos territórios do cinema" e ainda a uma "inconsequência na atribuição dos financiamentos".
"Com o mesmo dinheiro tentou fazer as mesmas ou até mais obras e isso reflectiu-se também nas condições de trabalho", lamentou o realizador, sublinhando que a associação entregou a Pinto Ribeiro um documento com propostas para o sector e do qual não obtiveram ainda respostas.
"O ministro não está dialogante e não faz parte da solução, mas do problema e a simpatia que temos pela pessoa não tem correspondência com uma dinâmica política para o sector", sublinhou.
Partidos e Alegre criticam em uníssono
O deputado comunista João Oliveira lamentou o desinvestimento do ministério da Cultura ao longo do último ano e o consequente aumento das dificuldades sentidas no sector. João Oliveira disse que "a redução das verbas para a Cultura inscritas no Orçamento de Estado para 2009 demonstrou um claro desinvestimento no sector", dando como exemplo um "retrocesso no apoio às artes", referindo-se à revisão do regulamento da Direcção-Geral das Artes, e criticou ainda o apoio a "projectos megalómanos, de grande envergadura", dando como exemplo a Colecção Berardo.
O deputado referiu ainda a "situação preocupante em que se encontra o património" e a possibilidade do cenário se agravar com a legislação relativa aos bens patrimoniais de domínio público.
Vasco Graça Moura, eurodeputado do PSD, qualificou o primeiro ano de José António Pinto Ribeiro à frente da pasta da cultura com nota 0,0.
"Tenho uma cordial relação de simpatia com o actual ministro da Cultura, mas considero que a sua prestação equivale a 0,0", disse à Lusa Vasco Graça Moura.
Também escritor, Graça Moura afirmou que o actual ministro "é um dos principais agentes do atentado à Língua Portuguesa que é o novo Acordo Ortográfico".
Graça Moura salientou também haver "sinais preocupantes relativamente ao património edificado", sem pormenorizar.
A vice-presidente do CDS-PP Teresa Caeiro também fez "um balanço claramente negativo" da actuação de José António Pinto Ribeiro e considerou que a situação nesta área não melhorou. Teresa Caeiro lembrou que quando tomou posse o ministro disse que "iria fazer mais e melhor com menos recursos". "Ora verificamos que não fez mais nem melhor e teve os mesmos recursos", considerou.
A ex-secretária de Estado da Artes e Espectáculos do Governo de Santana Lopes apontou alguns casos que lhe merecem críticas: "Estamos com atrasos no apoio às artes, estamos perante uma indefinição no funcionamento da OPART (estrutura que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado). Convém lembrar que o próprio ministro considerou que era anacrónica esta fusão de estruturas, até agora nem fez uma avaliação nem alterou o que quer que fosse", criticou.
A deputada indicou que também foram deixados cair projectos como o pólo em Portugal do Museu Hermitage (depois de um investimento de quase 2 milhões de euros numa exposição inicial) e o Museu do Mar da Língua.
Sobre este último, a dirigente do CDS-PP referiu que "numa primeira fase o ministro disse que teria de ser realizado até ao fim de 2008 para não perder verbas, depois quis fazer este museu na estação do Rossio, depois disse que propunha um restauro e renovação de todo o edifício do Museu de Arte Popular para aí instalar o Museu do Mar da Língua e finalmente desistiu do projecto".
Na área do património, Teresa Caeiro destacou que há cerca de 3 mil obras classificadas em todo o país, muitas das quais são património mundial classificado pela UNESCO que se encontram em situação de risco.
Sobre esta matéria, Pinto Ribeiro comprometeu-se hoje, em conversa com a Lusa, a "recuperar todo o património classificado pela UNESCO nos próximos três anos", acreditando também que, graças às medidas que implementa, "todo o património português seja recuperado entre cinco e dez anos".
"Em 2005, não estava nada feito em termos de diagnóstico e de carta de risco. Primeiro, foi desenvolvido um trabalho de levantamento da situação do património, sobretudo em relação a património classificado e monumentos nacionais", reconheceu Pinto Ribeiro.
José António Pinto Ribeiro tomou posse a 30 de Janeiro de 2008, substituindo no cargo Isabel Pires de Lima. Tal como afirmou na tomada de posse, Pinto Ribeiro continua hoje a afirmar que os baixos orçamentos para a cultura não são um problema e que é possível “fazer mais com menos”.
Segundo Pinto Ribeiro, tal não significa que "o ministério da Cultura não queira ter um orçamento maior", mas alarga o contexto e aplica a polémica frase a todas as áreas. "Se era um objectivo meu, hoje é ainda mais importante. Isto porque atravessamos uma crise sem precedentes. Isto significa que devia ser uma palavra de ordem de todos nós fazer mais e melhor com menos".
Mas não só a oposição se levanta nas críticas à gestão da cultura no último ano. O poeta e deputado socialista Manuel Alegre lamentou que o Ministério da Cultura (MC) continue a ter "uma dotação orçamental baixíssima", que se traduz, entre outros aspectos, "num grande desprezo pelo património".
"Não sou conta o mecenato, mas é uma responsabilidade fundamental do Estado recuperar e salvaguardar o património nacional, que é a pegada histórica de um povo", salientou.
Escusando-se a comentar a performance do ministro José António Pinto Ribeiro, o escritor preferiu centrar a sua avaliação nas prioridades do Governo para a área da cultura.
"A cultura não tem sido prioridade do Governo, daí os baixíssimos orçamentos", conclui Manuel Alegre, alertando para a degradação de alguns dos sectores mais importantes deste sector, como o património arquitectónico e os museus.
Lastimou os casos que têm vindo a público de degradação de património, como o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha e a Sé Velha de Coimbra.
"Não percebo como o Estado tem tantos milhões para salvar um banco e não salva o património nacional do país. Parece que o património material está hoje acima do património histórico".
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358135&idCanal=14
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Concertos em 2007 geraram 30 milhões de euros de receita de bilheteira
Concertos em 2007 geraram 30 milhões de euros de receita de bilheteira
A realização de concertos de música ligeira em Portugal em 2007 gerou quase 30 milhões de euros de receita de bilheteira, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quinta-feira
Lusa
| | De acordo com o INE, em 2007 realizaram-se 27.650 espectáculos ao vivo, o que inclui teatro, ópera, música clássica e ligeira, dança, circo e tauromaquia, que foram vistos por um total de 9,8 milhões de espectadores. No entanto, foram os concertos de música ligeira que registaram maior afluência (3,7 milhões de pessoas) e geraram mais receitas de bilheteira (29,7 milhões de euros). De entre os espectáculos ao vivo, a ópera registou o preço médio por bilhete mais caro, 31 euros. O INE dá conta ainda que - citando preços correntes de 2005 - cada agregado residente em Portugal gastou em média 997 euros em cultura, lazer e distracção. Lisboa e Algarve foram as regiões onde se gastou mais naquelas três vertentes. No que toca às artes plásticas, em 2007 inauguraram 6.609 exposições que registaram cerca de sete milhões de visitantes. Foi na região Norte que se realizaram mais exposições (trinta por cento), seguindo-se a região Centro e Lisboa, com 26 e 24 por cento respectivamente. Os jardins zoológicos, botânicos e aquários foram os preferidos da população portuguesa em 2007, com três milhões de visitantes, de um total de 9,9 milhões de pessoas que passaram por espaços museológico. No cinema, em 2007 registaram-se 16,3 milhões de espectadores, dos quais 11,6 milhões (73 por cento) assistiu a filmes norte-americanos. No total, a exibição cinematográfica rendeu 69 milhões de euros de receita de bilheteira. Fonte: SIC |
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
How can the cultural sector survive the financial crisis?
How can the cultural sector survive the financial crisis?
January 2009
Helmut K. Anheier (Ph.D. Yale University, 1986) is Professor of Sociology at Heidelberg University and the academic Director of the Heidelberg Centre for Social Investment. He is also Professor and Director of the Center for Civil Society and the Center for Globalization and Policy Research at UCLA's School of Public Affairs. Anheier's work covers the civil society, the nonprofit sector, philanthropy, organisational studies, policy analysis and comparative methodology. In 2008, he published Cultures and Globalization: The Cultural Economy.
It is clear to everyone who follows daily reports about the cancellation of cultural events and the closure of opera houses and theatres, or learns about economic troubles at one cultural institution or another, that the global financial crisis is already having a significant impact on philanthropic giving and non-profit organisations. [1]
It is also clear that the crisis’ impact is going to get deeper and wider for some time to come. It is less clear how long the fallout will last; and it is especially unclear what the crisis ultimately means for policy-makers, leaders and managers in the cultural sector. This article examines how the arts and culture sector is responding to growing uncertainty in the global economy – and how the sector can weather the gathering storm.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
“Cultural and creative industries”
a more structured system of cooperation between the Member States and the EU institutions ('open method of coordination']), a reinforced mainstreaming of culture in all EU programmes and policies through enhanced synergies between the departments of the European Commission, as well as a structured dialogue with the cultural sector.
Building on the successful achievements of the first European Culture Forum that took place in Lisbon in September 2007, and following an information session organised in Brussels on 19 February, a call for expressions of interest (the form) was published, with the view to giving cultural organisations of European dimension the opportunity to express their interest in participating in two new thematic civil society platforms on:
- access to culture and
- creative and cultural industries.
Using the criteria set up in the call, the Commission invited the following organisations (access to culture and potential of culture and creative industries) to a first constitutive meeting in Brussels in June 2008.
The composition of these two platforms is wide ranging giving thus a unique opportunity for organisations from the sector to work together on thematic issues of common interest.
These two newly established platforms complement the existing Rainbow Platform on intercultural dialogue, which was created ahead of the 2008 European Year on Intercultural Dialogue.
Together, the platforms are expected to produce policy recommendations to be discussed with the broader culture sector during a large-scale Cultural Forum in September/October 2009.
They will act as the channel for cultural stakeholders to provide concrete input and recommendations and - in this way - actively contribute to the implementation and further development of the European Agenda for culture.
To find out more about the platforms, listen to the speech delivered by Ms Quintin, Director-General of DG Education and Culture during the constitutive meeting of the platform on access.
http://ec.europa.eu/culture/our-policy-development/doc1199_en.htm
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
IGAC tem falta de inspectores e meios
Apenas 20 funcionários para todo o País
IGAC tem falta de inspectores e meios
Em declarações à rádio TSF, a inspectora-geral, Parla Andrade, explica que os veículos disponíveis são tão velhos que não permitem chegar a todo o País.
“Estamos a falar de uma cerca de dezena de veículos que servem toda a inspecção” e “muitas vezes não dão a resposta necessária para deslocações em todo o território nacional”, denuncia Paula Andrade, que acredita que os problemas da IGAC serão atenuados no próximo ano, quer com a contratação de mais três ou quatro funcionários, quer com a compra de viaturas novas.
Por sua vez, Ricardo Hipólito, director dos serviços de Inspecção, esclarece que “estamos num período em que há contenção no País e portanto eles não são suficientes, mas temos de compreender que a situação não dá para mais”.
De acordo com o responsável, é necessário fazer uma certa ginástica, mas com “alguma elasticidade” a inspecção tenta “viver” com o que tem, noticia a TSF.
Fonte: CM
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Plateia vs Direcção Geral das Artes
COMUNICADO - Concursos de Apoio às Artes 2009
[10-9-2008]
10 Setembro 2008
Este Ministério da Cultura não serve a Portugal
sábado, 16 de agosto de 2008
Alterado regime dos apoios públicos às artes
Ontem
O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, um diploma que altera o regime dos apoios públicos às artes, para garantir "mais equidade" nos concursos, prevendo-se ainda a possibilidade de serem criados programas de empréstimos.
O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, frisou que as alterações "alargam as entidades apoiáveis" e "garantem maior transparência e igualdade" no pedido de apoios.
O regime aprovado, que será complementado por via regulamentar, "responde à necessidade de dinamizar as actividades artísticas" e pretende garantir "mais equidade nos processos concursais", frisou Pinto Ribeiro. O diploma "estabelece como regra a possibilidade de acompanhamento a esses apoios" e visa "corrigir alguns pontos" do anterior sistema, acrescentou. As alterações prevêem "a introdução de novos apoios às actividades de criação, programação ou mistas que visam colmatar fragilidades apontadas pelos agentes culturais".
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Cultura e espectáculo nas notícias de Tv
Entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2008, foram 1197 as peças noticiosas da RTP1, RTP2, SIC e TVI que tiveram a cultura ou o espec
táculo como tema, ocupando um total de 48 horas e 53 minutos dos serviços regulares de informação destes canais. Nesta análise excluem-se portanto eventuais programas, entrevistas ou debates específicos sobre o tema.
Estes números significam que o tema da cultura e espectáculo representou 5.1% das notícias emitidas por estes canais no trimestre e 7.6% da sua duração.
A SIC foi, no período em análise, o canal que veiculou mais notícias sobre este assunto, ao passo que a RTP1 foi aquele que lhe deu maior espaço no alinhamento dos seus jornais e que na RTP2 este tema teve maior relevância no conjunto da informação transmitida.
A RTP1 veiculou 370 notícias sobre este tema, tendo-lhes dado 17 horas e 33 minutos de espaço nos seus noticiários regulares. A SIC passou 389 notícias sobre cultura e espectáculo, que tiveram 15 horas e 19 minutos de duração. Na TVI passaram 231 peças sobre cultura e espectáculo, com duração de 8 horas e 36 minutos. Finalmente, na RTP2 passaram 207 peças sobre o tema, tendo tido uma duração de 7 horas e 25 minutos.
O tema da cultura e espectáculo foi mais relevante para a RTP2, pois representou 9.4% das notícias que o canal passou no trimestre e 12.5% da duração informativa do canal. No conjunto da informação regular da RTP1, a cultura e espectáculo representou 5.1% das notícias e 7.6% do tempo noticioso do período. Face à informação que a SIC passou no trimestre, o tema representou 4.7% do total de notícias e 8.0% da sua duração, enquanto na TVI representou 4.0% das notícias e 5.3% do tempo noticioso do canal naquele período.
Esta análise considera apenas os serviços regulares de informação dos canais em análise no período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2008, segundo a seguinte Nota Metodológica. Em análise, estão os seguintes programas: Jornal da Tarde, TeleJornal, Portugal em Directo e As Escolhas de Marcelo (RTP1); Jornal 2 (RTP2); Primeiro Jornal e Jornal da Noite (SIC); Jornal Nacional e Jornal da Uma (TVI).
quinta-feira, 20 de março de 2008
"A língua é elemento essencial de identidade"
O ministro da Cultura diz que a língua portuguesa tem um valor económico extraordinário. Na primeira entrevista como membro do Governo, José António Pinto Ribeiro considera que devia ter algo a dizer sobre os conteúdos do canal público de televisão.
SIC
O ministro da Cultura não quer ter a tutela da RTP mas acha que a política cultural do Governo também deveria ser exercida através da estação pública.
Nos últimos tempos o acordo ortográfico tem sido tema de discussão. Para José António Pinto Ribeiro não haverá uma política da língua se não se tivermos uma escrita comum com o Brasil, Angola e Moçambique. O ministro diz que a língua é elemento essencial de identidade e pode ser também elemento de riqueza económica.
O ministro quer requalificar os museus portugueses, integrá-los nas comunidades e a poucos dias da Páscoa, quando tantos turistas visitam Portugal, Pinto Ribeiro agradece o voto de confiança dos funcionários dos museus no seu mandato.
José António Pinto Ribeiro reconhece que o orçamento da Cultura é pequeno e pretende encontrar outras formas de financiamento. O ministro quer valorizar o prestígio social dos mecenas e, por exemplo, dar o nome dos benfeitores a alas de museus.
Quanto a grandes eventos culturais, Pinto Ribeiro gostaria que a Festa da Música voltasse ao Centro Cultural de Belém mas diz que a decisão é do conselho de administração do CCB.
O ministro da Cultura quer mais cooperação entre as várias entidades e o Ministério, menos individualismo e pede o empenho de todos.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Outro Rumo, Nova Política - Ao Serviço do Povo e do País
No plano da cultura, entendida no amplo sentido que integra a cultura científica, tecnológica, artística e filosófica, a educação, o ensino e a comunicação social, a evolução da situação nacional é de significativo atraso, de desinvestimento e de crise das instituições, de elitização, de privatização, de crescente subalternização e secundarização no plano internacional.
Não há indicador, seja no plano da formação, seja nos planos da criação e do desenvolvimento artístico e científico em que o nosso País não apareça na cauda da tabela, não apenas dos países desenvolvidos, mas também abaixo de alguns países ditos de desenvolvimento médio.
Existe um longo antecedente histórico para a situação de atraso em que o nosso País se encontra. Mas não podem ser rasurados deste antecedente os anos em que as políticas de direita no plano governamental têm persistentemente agido em duas direcções complementares: na desresponsabilização, nomeadamente pela ausência de investimento e dotação orçamental significativos para as áreas da cultura artística e científica, e no prosseguimento de novas linhas de elitização do acesso à criação e à fruição cultural, certamente diferentes das políticas anti-culturais e obscurantistas do fascismo, mas igualmente com um profundo cunho antidemocrático.
É certo que o impulso de Abril permitiu concretizar significativas alterações que devem ser justamente valorizadas, com grande relevo para o papel assumido pelo poder local nas áreas da cultura artística, e também para a intervenção, iniciativa e realização dos próprios criadores, investigadores e cientistas, para o aumento do seu número e para os seus elevados níveis de qualificação. Foram criados novos e importantes equipamentos. Enraizaram-se localmente valiosas iniciativas e dinâmicas, embora crescentemente dificultadas, precarizadas ou inviabilizadas, ou entregues à pressão mercantilizadora que a política de direita promove e aplaude.
A situação no plano da cultura é, assim, profundamente contraditória: existindo condições e recursos para um efectivo crescimento, democratização e desenvolvimento, as políticas governamentais seguidas promovem retrocesso, elitização, e uma profunda crise.
Não são apenas os recursos materiais e humanos existentes que permitem uma outra política, é o interesse nacional que a exige. Uma política que projecte e invista neste imenso potencial, que compreenda o valor emancipador da cultura e do conhecimento, que assuma a cultura como um dos principais factores de afirmação independente e de desenvolvimento nacional.
