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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

WOMEX muda-se para a Dinamarca em 2009

WOMEX, the World Music Expo, is pleased to announce its next location
- Copenhagen, Denmark - for a three-year residence from 2009 - 2011.
After a total of four years in Sevilla, Spain (2003, 2006 - 2008),
WOMEX heads north to this hospitable Nordic capital.

WOMEX is partnering with key Danish players from the fields of music,
events and tourism, all with extensive experience in both culture and
production. First and foremost, the partners comprise the Roskilde
Festival, the Copenhagen Jazzfestival, and tourist organisation
Wonderful Copenhagen. Additional partners are events producers
Welcome, the Danish Center for Culture and Development, Global CPH
and World Music Denmark.

"Each year we seek enhancements and opportunities," says WOMEX
General Director, Gerald Seligman, "and the chance to team up with
Roskilde, who will be producing the showcases and lending their
experience to local event management and community outreach, was a
determining factor in the move. Add to that the expert teams
Copenhagen has assembled, and we can look forward to some thrilling
possibilities. As WOMEX matures and expands, these are the kinds of
partners we need to help us bring an ever-greater service to our
community."

http://www.womex.com/realwomex/news/copenhagen.html

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Media Capital compra à Prisa a produtora Plural Entertainment

26 de Maio de 2008 , por Ana Marcela

O grupo Media Capital anunciou a aquisição da Plural Entertainment, produtora audiovisual detida pela Prisa, grupo de media espanhol que controla a holding proprietária da TVI e da NBP. Segundo o comunicado enviado pelo grupo à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o negócio implica um investimento de 50 milhões de euros, sendo que com esta aquisição “o grupo Media Capital SGPS SA concentrará a actividade da produção audiovisual do grupo Prisa incluindo, a partir desta data, a holding Plural Entertainment España SL e suas participadas”.O anúncio confirma as intenções já manifestadas publicamente por Manuel Polanco, administrador-delegado da Media Capital, de concentrar toda a estrutura de produção da Media Capital e da Prisa sob a marca NBP, reiterada em Outubro passado pelo responsável aquando da apresentação da estratégia do grupo depois da consolidação da estrutura accionista. Na altura, Manuel Polanco relembrava que a NBP já produzia mais de mil horas de ficção nacional por mês, números que a posicionavam como uma das três principais produtoras da Península Ibérica. Nos planos do grupo está a criação de uma “cidade cinematográfica” para acolher os cinco estúdios de produção da NBP, e também a produção exterior, pois “Portugal pode ser um país de atracção de produções oriundas de outros países, não só pelos custos, como pelo clima e know how”, considerava Manuel Polanco. Na altura, adiantava o responsável, o grupo estava em negociações com várias câmaras municipais na região de Lisboa com vista à obtenção de um espaço, situação que ainda se mantém. Questionada pelo M&P, fonte da administração da Media Capital adianta que “continuam a ser analisadas localizações possíveis sendo que não existe ainda uma decisão final, o que deverá acontecer durante o ano em curso, como anteriormente anunciado”.

Com este anúncio, a Plural Entertainment passa a fazer parte do universo MC. A produtora audiovisual da Prisa foi criada em 2001, pretendendo dar resposta “à crescente procura de material para cinema e televisão no mercado hispânico nos Estados Unidos, bem como Espanha e América Latina”, pode-se ler no site da produtora, que possui escritórios em Madrid, Gijon, Saragoça, Santa Cruz de Tenerife e Miami. Desde 2003 produz séries para o canal norte-americano Univision, tendo assinado em 2006 um acordo de colaboração com a Disney para a produção de formatos de entretenimento dirigidos ao público hispânico. Telemundo e MegaTV são outros dos canais para os quais a Plural Entertainment trabalha. A produtora detém ainda uma participação maioritária na Tesela, produtora cinematográfica. Segundo o relatório e contas do grupo Prisa, em 2007 a Plural Entertainment obteve um EBITDA de 8,11 milhões de euros (+79,3%).

A venda da Plural Entertainment é uma das mudanças que a Prisa está a operar no seu negócio audiovisual. Na passada quinta-feira o grupo anunciou que está a estudar a possível venda “total ou parcial do negócio de televisão paga” (Digital +), solicitando ainda ao administrador-delegado, Juan Luís Cébrian, a “reorganização do plano estratégico da empresa” e do negócio audiovisual do grupo. Num encontro com jornalistas, e segundo noticia a edição online do El País, Cebrián explicou que esta reestruturação pretende criar um marco financeiro adequado para definir os objectivos do “único grupo global de comunicação e entretenimento em espanhol e português”. Quanto à venda da Digital+, Cébrian afirma que é uma possibilidade, mas que até ao momento não decorreram negociações com nenhum grupo interessado neste activo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Internautas espanhóis denunciam sociedade de gestão de direitos de autor à polícia fiscal

Isto de andar a cobrar dinheiro em nome dos artistas tem muito que se lhe diga. Principalmente quando esse dinheiro não vai parar ao bolso dos artistas mas sim para proveito próprio. Depois da belga SABAM e alguns dos seus dirigentes terem sido formalmente acusados de fraude foi agora a vez de um grupo de internautas espanhóis apresentar uma denúncia à polícia contra a Sociedade Geral de Editores e Autores (SGAE) à polícia.

Segundo este grupo composto por várias associações como a Associação de Internautas e a Associação de Utilizadores da Internet, aquela sociedade de gestão colectiva de direitos de autor poderá estar a cometer diversas irregularidades, entre as quais o desvio de fundos do dinheiro cobrado por licenças de direitos de autor e a polémica taxa digital pela cópia privada (aplicável a CD-Rs, DVD-Rs, fotocopiadoras, impressoras, scanners e gravadores de CD/DVDs) para filiais da organização com fins lucrativos, o que vai contra a missão legal da SGAE. Daí que tenham apresentado um denúncia na Brigada Anticorrupção da Polícia Fiscal espanhola (Fiscalía Anticorrupción).

Baseando-se nas informações de uma reportagem do diário Público.es de 20 de Outubro e de outras informações publicadas na imprensa, a denúncia acusa a SGAE de apropriação indevida, burla e fraude de subsídios públicos recebidos como ajuda no desempenho da sua actividade de protecção da cultura. De acordo com as notícias, os dirigentes da SGAE têm vindo a criar e a administrar empresas filiais da sociedade e poderão estar envolvidos numa teia corporativa destinada à gestão fraudulenta dos seus fundos. Em vez de serem distribuídos pelos sócios, como manda a lei, as taxas arrecadadas seriam investidas em actividades lucrativas em benefício dos próprios dirigentes da SGAE, quer através de participações directas, quer indirectas.

Como exemplo, referem o caso da Iberautor, uma das várias filiais da SGAE, cujos resultados financeiros indicam que a sua facturação - que rondou os cerca de 10 milhões de euros anuais entre 2002 e 2005 - adveio em grande parte da SGAE, que representou 93 por cento do total em 2004 e 84 por cento em 2005, sendo que as receitas deste último ano da subsidiária equivaleram a 3,4 por cento de todo o dinheiro arrecadado esse ano pela SGAE em licenças de direitos de autor. Outra empresa, a SDAE, ficou a dever 99 por cento da sua facturação à SGAE.

Como seria prevísivel, a SGAE aproveitou já para instaurar um processo contra a Associação de Internautas e as outras associações por terem feito falsas denúncias. No comunicado divulgado, a sociedade de cobrança de direitos de autor não profere qualquer palavra em sua defesa ou para contestar as acusações. É nestas situações que se comprova a prepotência e a arrogância de sociedades que dependem da instituição de um monopólio legal chamado direitos de autor. Face aos escândalos que são constantemente publicados faz todo o sentido saber se a actuação destas entidades tem sido mais prejudicial aos artistas na sua generalidade do que a própria partilha de ficheiros na Internet, uma prática que nunca envolve a troca directa de dinheiro e que no entanto tem sido acusada de todos os males. E depois nós é que somos os piratas!