quinta-feira, 3 de julho de 2008
Shakira em negociações com a Live Nation
A Live Nation organizou a etapa americana da Oral Fixation Tour da cantora colombiana, que decorreu no ano passado. O contrato de Shakira com a Epic, uma subsidiária da editora Sony BMG prevê, ainda, a edição de dois discos, um em inglês e outro em espanhol, bem como o lançamento de uma colectânea. 02-07-2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Grupo Renascença prepara empresa de entretenimento
23 de Junho de 2008, por Ana Marcela
O Grupo Renascença está a ultimar a constituição de uma nova área de negócio. A informação foi confirmada ao M&P por Luís Alvito, administrador com o pelouro do desenvolvimento de novos negócios. “Confirmo que o grupo Renascença está a desenvolver todos os esforços para criar uma nova empresa que irá trabalhar em novas áreas de negócio”, revela o responsável do grupo radiofónico, precisando, quando instado pelo M&P, que esta iria actuar na “área do entretenimento e formação”. O responsável escusou-se, todavia, a adiantar mais informação sobre o projecto, já que o mesmo se encontra numa fase de confirmação de registos comerciais e constituição de equipa, revelando apenas que, a manter-se o cronograma, o projecto deverá ser anunciado “em breve”.
domingo, 13 de abril de 2008
Live Nation, o novo gigante da indústria musical
TIAGO PEREIRA
Promotora está avaliada em 2,7 mil milhões de euros
Desde 2005 que é uma das mais prestigiadas promotoras de espectáculos de grandes dimensões, sem concentrar apenas a sua actividade nos concertos ao vivo. Mas com o acordo milionário que estabeleceu com Madonna, no final do ano passado, afirmou-se como o novo gigante da indústria musical. E os recentes contratos assinados com gente tão influente como os U2 ou Jay-Z prometem uma actividade contínua e crescente. A Live Nation representa, hoje, a vanguarda dos novos negócios de uma indústria que, nesta empresa, encontra referência a seguir.
No início existia a Clear Channel Communications, um grupo de media que reunia, sob sua alçada, estações de rádio, televisão, espaços publicitários em outdoor e a produção de espectáculos de entretenimento. Tal como viria a fazer com os canais televisivos que possuía (vendidos, no início deste ano, ao grupo Newport Television), a Clear Channel viu a fatia de negócio que tinha como base os grandes palcos transformar-se numa empresa independente. A Live Nation nasce em 2005. Imediatamente cotada na bolsa, produziu 28 500 eventos no seu primeiro ano de existência (congregando mais de 61 milhões de espectadores), entre con-certos, espectáculos de teatro (nestes incluem-se eventos como as apresentações do célebre Cirque du Soleil) e até eventos desportivos (sobretudo relacionados com o mundo automóvel).
Apesar da multidisciplinariedade das suas funções, a Live Nation concentrou esforços na indústria musical. Detém 117 salas de espectáculo, 75 nos EUA e 42 fora de terras americanas, e é a promotora prioritária em 33 espaços adicionais. E ainda que os EUA sejam mercado preferencial, o gigante do entretenimento gerido por Michael Rapino e Michael Cohl (avaliado em mais de 2,7 mil milhões de euros) tem existência paralela no Reino Unido, através da Live Nation UK. Em terras britânicas é gestora de 25 das mais importantes salas de espectáculo (como o Empire Theatre, em Liverpool ou o Dominion Theatre, de Londres). Ao mesmo tempo, controla, em boa parte, a realização de festivais de música como o Reading/Leeds ou mesmo o mítico Glastonbury.
A 16 de Outubro do ano passado, a Live Nation transformou por completo o rosto da sua actividade. Criou a divisão Artist Nation (hoje rebaptizada como Live Nation Artists) e contratou, como primeiro nome, Madonna, que então reflectia sobre o seu futuro editorial, com o eminente final do contrato com a Warner. São dez anos de acordo que abrangem todas as dimensões: álbuns, digressões, merchandising, conteúdos digitais e mesmo os acordos publicitários. Um total de 120 milhões de dólares em jogo (mais de 75 milhões de euros). Seguiram-se os U2 que, apesar de manterem a edição e distribuição discográfica nas mãos da Universal, têm agora os concertos, o merchandising e o website incluídos na gestão da Live Nation. Um contrato de 12 anos com uma das bandas mais rentáveis do mundo, cujos valores não foram revelados. No passado dia 3, o rapper, produtor e editor Jay-Z ultrapas- sou os valores de Madonna, ao receber 150 milhões de dólares (94 milhões de euros) para gerir toda a sua carreira.
A Live Nation conta ainda com a actividade da subsidiária Instant Live. Em 2003 era uma pequena editora que operava na área de Boston, gravando concertos e colocando-os à venda pouco depois do final do espectáculo (procurando receitas extra e lutando contra a pirataria). Hoje, desenvolve a mesma actividade por todo o mundo, com nomes como os Bauhaus, Black Crowes, The Cult ou Echo&The Bunnymen.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Impresa entra na produção de eventos
A Impresa lançou uma nova área de negócio dedicada à criação e produção de eventos, designada ActingOut. A nova empresa, que foi ontem apresentado, é fruto de uma parceria entre o grupo de Francisco Pinto Balsemão e a empresa espanhola Elsinor, dedicada à produção de eventos, criação de espectáculos e estratégia cultural. A distribuição das participações na ActingOut divide-se em 60% para a Impresa e 40% para a Elsinor. A Impresa comprou ainda uma participação de 20% na Castillo de Elsinor, mantendo a opção de aumentar a quota para mais 20% a partir do ano de 2010. Segundo comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o investimento da Impresa nas duas operações cifrou-se nos 1,6 milhões de euros.
Eventos de rua, para empresas ou instituições, manifestações culturais como concertos, óperas ou teatros; produção de programas já formatados para televisão; grandes produções de formatos próprios, e serviços como propostas de patrocínios e parcerias ou agenciamento, são algumas das principais áreas onde a ActingOut se vai posicionar.
A direcção-geral é assumida por Mónica Balsemão, que fica à frente de uma equipa de cinco pessoas e se mantém como directora de marketing da Impresa Jornais. A responsável frisou que a ActingOut se vai distinguir no mercado porque além de produzir “vai criar eventos”. O facto de estar dentro de um grupo como a Impresa vai permitir “usufruir de parcerias dentro do grupo” e gerar maior “visibilidade aos eventos”, frisou Mónica Balsemão.
Para além de produzir para a Impresa, a nova empresa irá também trabalhar para clientes externos. Um dos objectivos da nova área passa mesmo pela internacionalização, uma vez que as produções nacionais serão incluídas na “rede de distribuição da Elsinor”, segundo sublinhou Ángel Dominguez, director-geral da empresa sedeada em Barcelona e que estende a sua área de actuação com presenças em Itália, Irlanda, Reino Unido e França.