quinta-feira, 14 de junho de 2007

Asia's Digital Music Free-For-All

Asia's Digital Music Free-For-All
Demand for online and mobile music is strong in Asia, but so is piracy, and that has music executives singing the blues
Young, urban Asian consumers are among the most tech-savvy people on the planet. In a region that boasts roughly 1 billion handsets and blisteringly fast wireless networks in richer markets such as Japan, South Korea, Taiwan, and Hong Kong, Asian teens and 20-somethings are "mashing up" music and video content from every imaginable source by integrating applications from their feature-laden mobile handsets, personal computers, and the Net.
These kids love to download everything from J-Pop acts in Tokyo to Vedic heavy-metal bands out of Mumbai and New Delhi. There's just one problem: They hate to pay for it. And what should be a dynamic market for the global music industry and all manner of online and mobile music sites is turning out to be a bedeviling one. Companies are casting about for the right business model to exploit the undeniable demand for digital music in a region where pirated CDs and illicit music and file-sharing sites are ubiquitous.
Most vulnerable by far are the major music-recording labels. Legitimate physical sales of music (LPs, cassettes, CDs, DVD audio, and so on) have been falling or remaining stagnant this decade and the $29.3 billion in worldwide sales the industry raked in last year is expected to fall 61% to $18 billion by 2009, according to estimates by Soundbuzz, a Singapore-based digital music provider.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

MIT team experimentally demonstrates wireless power transfer

Goodbye wires…
MIT team experimentally demonstrates wireless power transfer, potentially useful for powering laptops, cell phones without cords

Franklin Hadley, Institute for Soldier NanotechnologiesJune 7, 2007


Imagine a future in which wireless power transfer is feasible: cell phones, household robots, mp3 players, laptop computers and other portable electronics capable of charging themselves without ever being plugged in, freeing us from that final, ubiquitous power wire. Some of these devices might not even need their bulky batteries to operate.


More at: http://web.mit.edu/newsoffice/2007/wireless-0607.html

terça-feira, 12 de junho de 2007

Jornais gratuitos já têm 21,7% da publicidade dos diários

Jornais gratuitos já têm 21,7% da publicidade dos diários


Os jornais gratuitos Destak e Metro alcançaram receitas publicitárias de 14 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que representa 21,7% do total da publicidade na imprensa diária generalista, noticia esta terça-feira o Jornal de Negócios, citando um estudo do agência de meios Carat.
Nos primeiros três meses deste ano, o investimento publicitário na imprensa diária generalista portuguesas ascendeu a 65,7 M€, um incremento de 17,2% em termos homólogos.
O Destak e o Metro, com 14 M€ de receitas publicitárias, alcançaram uma subida homóloga de 142,6%. Assim, a quota dos jornais gratuitos no mercado publicitário deste segmento é já de 21,7%.
12-06-2007 9:09:36 http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=9&id_news=280548

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Cultura no Programa da CDU para Lisboa

27-Mai-2007



10 - Cultura


Projectar Lisboa e a sua vida cultural

A situação neste mandato caracterizou-se, na área da Cultura, por um recuo nas dinâmicas existentes até 2001, menor aproveitamento dos espaços culturais criados na anterior coligação, mistura de acções desconexas e pontuais e de mercantilização, sem objectivos de desenvolvimento integrado da vida cultural da cidade, sem uma estratégia de recuperação do património e da sua projecção no quotidiano das populações.

Objectivos estratégicos

Projectar uma dimensão moderna e internacional de Lisboa como centro de criação e de difusão de conhecimentos, ideias, culturas e comunicação;Conjugar a criação artística, a investigação e a inovação científica, cultural, educativa e tecnológica;Integrar os contributos culturais e científicos de instituições universitárias e outras, estimulando o aparecimento de novas ideias e projectos;Transformar Lisboa numa cidade de dimensão cultural qualificada, humanizada e solidária – cidade agradável e estimulante para viver, onde a memória e a tradição histórica e popular convivam com a criação contemporânea.

Outras acções

Promover a participação activa das instituições, grupos e associações representativas das áreas culturais na definição de políticas e na realização, em parceria, de acções de prestígio e projecção nacional e internacional conjugadas com o poder central;Valorizar o centro histórico – Baixa Pombalina, Praça do Comércio, Avenida da Liberdade e bairros históricos;Criar, em articulação com outros concelhos ribeirinhos, o Museu do Tejo e dos Descobrimentos;Criar e dinamizar a organização de um Festival Multi-Cultural «Lisboa Cidade de Abril e do Tejo», a realizar anualmente em Abril e Maio, nas vertentes cultural, desportiva, gastronómica e outras;Valorizar a Frente Ribeirinha, tornando-a efectivamente uma mais-valia cultural.Promover a criatividade, a participação e a cidadania na concepção e realização das actividades em toda a cidade, fomentando novas centralidades culturais;Reinstalar os Arquivos Municipais e a Biblioteca Central;Reestruturar os Serviços Culturais para uma efectiva política cultural ao serviço da cidade e da democratização de acesso à fruição e à criação. Organizar um Departamento para a área de acção cultural local, favorecendo o aparecimento de novas centralidades culturais na cidade, com núcleos de projectos internos e externos e um Gabinete de animação local;Criar o Conselho Municipal de Cultura.

Descentralização /Animação /Formação

Descentralizar a gestão de equipamentos e criar outros nas zonas periféricas e em crescimento e abri-los a novos públicos, com projectos adequados à democratização do acesso à fruição e à criação culturais;Realizar projectos de desenvolvimento cultural que conduzam ao aparecimento de novos espaços nos bairros e freguesias, à criação de condições para que grupos de criadores instalem novas dinâmicas de fruição e de animação local;Promover uma rede de acontecimentos culturais nos espaços principais da cidade, com a continuidade e as vocações adequadas em cada lugar e populações a abranger;Criar uma rede de pólos de interesse multicultural representativos de povos e culturas existentes em Lisboa – pequenos núcleos museológicos e/ou centros culturais;Descentralização eficaz para os bairros e freguesias; organizar com outros Pelouros, Juntas de Freguesia, Colectividades, Associações, grupos de criadores profissionais e outras instituições da cidade, projectos de desenvolvimento cultural, desportivo, ambiental e educativo que levem à criação de uma nova cidadania e de uma participação intensa das populações no quotidiano e no futuro de Lisboa;Apoiar acções de formação de animadores, dirigentes associativos e outros quadros e técnicos culturais, para melhor participarem nas actividades e programas de desenvolvimento integrado e descentralizado, necessários à cidade e às populações dos bairros e das freguesias.

Património Cultural

Conservar e projectar na vida das populações da cidade o património arquitectónico, arqueológico, museográfico e arquivístico;Dar continuidade à inventariação, preservação e reabilitação de conjuntos e edifícios com valor patrimonial de núcleos velhos como Carnide, Paço do Lumiar, Ameixoeira e Charneca, entre outros;Programar a recuperação e musealização do Teatro Romano e o espólio arqueológico associado;Valorizar a memória e a tradição operária e industrial da cidade e criar, pelo menos, um núcleo museográfico em zona urbana identificada com esta área da história de Lisboa;Integrar os museus em redes de animação e intervenção cultural.


http://www.dorl.pcp.pt/cdulisboa/index.php?option=com_content&task=view&id=196&Itemid=41

sábado, 9 de junho de 2007

O que é o Burlesco?

Como alguns sabem, estou a tentar enquanto promotor de espectáculos apresentar aos públicos em Portugal uma nova linguagem artística, que vem desde o século XIX e que nos anos 90 que tem assistido a um criativo revivalismo. No entanto, ao contrário de tantas outras coisas em Portugal, ainda nem sequer começou e já é objecto de incompreensão e falta de capacidade de reflexão sobre uma linguagem que é estranha. Mais complicado se apresenta quanto esta atitude surge de pessoas da minha geração e com responsabilidades na área da política cultural, demonstrando exactamente os mesmos preconceitos que tornaram o nosso país num verdadeiro fenómeno de lentidão em relação à mudança social.

O que é o Burlesco e o Vaudeville?

Ao contrário do que se pode pensar, o Burlesco não se trata de um grupo de strippers que se apresentam num palco, muito pelo contrário.
O Burlesco é um directo descendente da chamada Commedia dell'arte, uma forma de teatro de improviso que se realizava em Itália, muito popular entre os séculos XV e XVII. Eram pequenas companhias compostas no máximo por 10 elementos que viviam das contribuíções populares aquando das suas performances ao ar livre.Versavam temas convencionais da época como o ciúme, o adultério, os afectos e mesmo alguns peças de comédias romanas e gregas perdidas no tempo. Muitas dessas peças romanas e gregas tinham personagens que satirizavam escandalos locais, eventos da altura, gostos regionais, piadas variadas de caríz cultural, etc.. Ainda hoje conseguimos identificar muitas dessas personagens que se foram afirmando na Commedia dell'arte, como o Arlequim, a Columbina, o Brighella, entre outros. Ao longo dos séculos a Commedia dell'arte marcou de forma significativa muitas outras obras de arte, sendo a título de exemplo, as obras de Molièr, uma das operas de Richard Strauss, o uso de algumas personagens nos trabalhos de Prokofiev, ou mesmo mais recentemente em alguns momentos da carreira da banda rock Queen ou dos desenhos animados televisivos The Simpsons, que são uma cópia assumida de personagens da Commedia.
Sendo Commedia dell'arte uma das fontes principais de muitas das artes perfomativas modernas ( ballet, marionetas, stand-up comedy, sátira, pantomina, strip-tease, dança erótica, entre muitas outras) naturalmente ela acabou por ter expressão num país recente como os Estados Unidas da América. O Burlesco surge assim no século XIX nos chamados Music Hall dos EUA e do Canadá, sendo estes espaços um conceito inglês, onde em resultado da urbanização e da industrialização, se criou uma especie de teatro britânico de entretenimento popular composto essencialmente por música, comédia e performances especiais (muitas vindas do circo, como trapesistas, ventríloquos, comedores de fogo, marionetistas, entre muitos outros). Esses espaços surgiam como contraposição à ‘ordem dos teatros tradicionais’, sendo que nos ‘Music Hall’ se podia consumir alcool, estar em pé, sentarem-se em mesas, muito mais próximo da cultura popular da época e consequentemente menos elitista. Estes espaços foram muito populares entre 1850 e 1960 em Inglaterra, E.U.A. e Canadá. Após a IIª Guerra Mundial entram em declínio com a afirmação da televisão nas práticas culturais e com uma nova linguagem musical radicalmente diferente que surgia e encontra outros espaços para se afirmar: o rock’n’roll. No entanto, deixou um legado muito relevante na produção artística, desde a música ao teatro, sendo que o seu apogeu é considerado no período entre as duas Grande Guerras.
Ao Burlesco (que era essencialmente composto pela sátira, performances e espectáculo de adultos), nos E.U.A. e Canadá, junta-se uma linguagem especifica, mas mais alargada, o Vaudeville (termo que foi adulterado do francês, “voix de ville”, a voz da cidade), que era uma forma de arte que se afirmou essencialmente desde o inicio de 1800 até 1930 e foi buscar as suas origens aos espectáculos que se reealizavam nos saloons, freak shows e nos chamados Dime Museums (instituições criadas para o entretenimento e educação moral das classes pobres norte-americanas), bem como à literatura burlesca. O Vaudeville foi um das formas de arte mais populares nos E.U.A. nos fins do século XIX. Todos os dias nos já referidos Music Hall eram apresentados uma série de performances sem qualquer relação entre eles, desde músicos (clássicos e populares), dançarinas, comediantes, animais amestrados, mágicos, imitadores, acrobatas, pequenas peças de teatro e inclusivé a dada altura, pequenos filmes.
O Burlesco trata-se assim de uma rica forma de arte musical e cómica nos Estados Unidos da América que remonta aos anos de 1830/40 e que se foi redefinindo ao longo de décadas até essencialmente 1960. No seu inicio, no século XIX, o Burlesco teve um papel fundamental na mudança de costumes, principalmente na visão sexual da mulher. Pela primeira vez a mulher norte-americana podia mostrar o seu corpo, facto esse que iria marcar decisivamente toda a cultura popular associada ao género feminino, e posteriormente desenvolvida pelas chamadas Indústrias Culturais. Expressava igualmente o confronto entre a cultura aristocrata da época Victoriana e a nova cultura operária que surgia em massa. Assim, no século XIX o termo burlesco era ainda usado para um conjunto de espectáculos cómicos, que pretendia satirizar o modo de vida das elites socio-económicas dos E.U.A. e da Inglaterra. O seu sucesso junto das classes mais desfavorecidas e da classe média em muito deve a essa linguagem de crítica social em forma de comédia. A história mostra claramento isso quando olhamos para os enormes sucessos no século XIX das peças de burlesco produzidas e protagonizadas por actores da época como William Mitchell, John Brougham e Laura Keene.
O declínio do Vaudeville e do Burlesco inicia-se com a afirmação do cinema no inicio do século XX e com a utilização daqueles espaços populares usualmente utilizados por esses espectáculos, para a apresentação de películas cinematográficas. A competição com os preços baixos do cinema e o cariz claramente popular do mesmo deixavam pouca margem de manobra para uma expressão artística que se tinha afirmado no século anterior. A redução dos grandes circuitos que tinham sido construídos no século XIX para a apresentação destas novas expressões de arte popular contribuíram para uma lenta decadência dessas mesmas expressões artísticas. O seu fim acelarou-se no período pós IIª Guerra Mundial, com o surgimento da televisão, redefinindo por completo as práticas culturais dos ingleses, norte-americanos e canadianos.
O Vaudeville e o Burlesco acabaram por fazer a sua migração para outras plataformas de exposição pública, como a rádio e a televisão, sendo que muitos dos programas da televisão devem a este conceito o seu sucesso, como foi o caso nos E.U.A. do The Ed Sullivan Show.


Hoje assiste-se a um revivalismo do Burlesco e do Vaudeville, que se iniciou nos anos 90 com alguns grupos interessados em renovar e revitalizar esta expressão de arte, essencialmente em Nova York e em Los Angels. Essas iniciativas nos anos 90 de rivivalismo permitiram inspirar toda uma nova geração de performers nos E.U.A. e no Canadá, constituindo-se hoje como uma verdadeira expressão de cultural popular, à semelhança da sua origem. Hoje o novo Burlesco é composto por muitas artes perfomantivas, inter-disciplinares, incluíndo desde o striptease (de uma forma muito mais sensual e menos sexual que no seu inicio), adereços vistosos, humor negro, cabaret, magia, entre muitas outras expressões de arte perfomativa. Nova York, Los Angels e São Francisco são hoje das cidades que mais contributo estão a dar ao revivalismo deste conceito, sendo a primeira cidade aquela que mais contribuí para isso, com a sua vida nocturna e os seus equipamentos de entretenimento e culturais.
É neste contexto que surgem novas propostas artísticas, espectáculos e festivais de burlesco, como o Tease-O-Rama, New York Burlesque Festival, The Great Boston Burlesque Exposition, Lucent Dossier Vaudeville Cirque, Yard Dogs Road Show, Miss Exotic World Pageant, etc. Inclusivé, esta centenária linguagem artística que hoje se renova, encontra expressão mundial plataformas, como a utilização de todo o conceito do Burlesco no teledisco da banda norte-americana Panic! at The Disco, onde participaram os Lucent Dossier Vaudeville Cirque.

Autor: Ricardo S.

Euro Parliament Approves New Support For Artists

Euro Parliament Approves New Support For Artists June 07, 2007 - Global
By Leo Cendrowicz, BrusselsThe European Parliament voted Thursday for new measures providing job support for singers, musicians and songwriters across Europe. At its plenary session in Brussels, the Parliament voted to introduce a special electronic social security card for artists, who are seen as more mobile and more vulnerable to bureaucracy.The Parliament backed a report drafted by French Liberal and orchestra conductor Claire Gibault, who said that many artists in Europe face huge obstacles when trying to perform in other countries, or trying to transfer their social rights. "Even for the most talented of them, careers in live entertainment, remain like a random and chaotic succession of crossings in the desert; low salaries, undeclared working hours, bad working conditions, therefore creating disillusionment," she said."A lot of artists do not get pensions or unemployment benefit. Various European directives exist, but they are not well known by the artists, and states can be ultra-protectionist and not do not transfer the rights earned by artists," Gibault said. "The electronic European Social Security card aims to retrace the entire professional life of artists, their rights to health insurance, pension and unemployment benefit."The report grants governments the right to take part of the income generated by the commercial exploitation of copyright-free work -- those in the public domain -- to improve the social situation of European artists or artistic creation in the EU.The report noted that some EU countries denied artists legal status. There is an additional issue of artists being unaware of their rights, and the Parliament urged the Commission -- the EU's executive authority -- to draw up a practical handbook for European artists, where they can find information about sickness insurance, unemployment benefits and similar issues. The Parliament also called for visas and work permits to be granted more easily for non-EU performers, and asked the Commission to introduce temporary visas for visiting artists.The EU cultural sector employs 4.2 million people, of which two-thirds are paid by publicly-owned establishments, while 30% are in the private sector. This is a precarious area for workers: 18% are in temporary employment (compared to 12% of the total workforce), 25% work part-time (compared to 17% of the total workforce) and 9% have several jobs in order to live (compared to 3% of the total workforce).International co-productions of live performances or audiovisual productions have been increasing the mobility of many artists, and thus raising calls for a clearer legal status for the European artists.

Better protection for performing artists working outside their home country
Culture - 07-06-2007 - 12:06
The employment conditions for performing artists who move around Europe as part of their work should be improved, and they should be better informed on how to transfer their social rights. This was the message of the report adopted by the European Parliament, calling for better protection for artists and the introduction of a special electronic social security card.
In the own initiative report on the social status of artists by Claire GIBAULT (ALDE, FR), MEPs explains that many artists in Europe, be it singers, musicians or - like the rapporteur herself - conductors, have experienced problems when trying to perform in other countries, or trying to transfer their social rights. International co-productions of live performances, circus or audiovisual productions have been increasing the mobility of many artists, and thus increasing the need for a clearer legal status for the European artists. Artists should be better informed MEPs highlight the fact that in some Member States certain categories of artist do not enjoy legal status. Often, they are not aware of their rights under existing EU legislation. Therefore the Parliament urges the Commission - in cooperation with the sector - to draw up a practical handbook for European artists, where they can find information about sickness insurance, unemployment benefits and similar issues. The European Parliament also wants the Commission to launch a pilot project introducing a European electronic social security card, specifically intended for European artists. In order to facilitate the mobility of the artists, the report proposes that the Commission and the Member states introduce a ‘European professional register’, in line with the Europass, an initiative launched in 2004 to make it easier to get qualifications recognised in other Member States. This register would list the status of the artist as well as his or her previous contracts. The report also stresses the importance of the teaching of artistic activities and calls on the member states to step up training of arts teachers, and to create specialised training structures for those working in the cultural sector. Visas for visiting artists from third countries The report also raises the problems that third country artists are facing in getting visas and work permits, when for instance Russian musicians or Brazilian dancers come to Europe. Therefore, MEPs call on the Commission to reflect on a regime applicable to artists and begin to draw up Community rules in this area which could lead to the introduction of a specific temporary visa for European and third country artists, as it already is the case in some Member States.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Giddens e a questão do conceito de classe

Sociology, Vol. 41, No. 3, 533-549 (2007)
DOI: 10.1177/0038038507076622© 2007 BSA Publications Ltd.


Anthony Giddens as Adversary of Class Analysis
Will Atkinson
University of Bristol, w.atkinson@bristol.ac.uk
'//-->

The special issue of Sociology on `Class, Culture and Identity' illustrated how often Anthony Giddens is cited as an antagonist of class *theory. It comes as some surprise, then, to find that his exact view on the demise of class has, to date, received remarkably little in the way of substantial exposition and critique.This article seeks to fill this void by outlining Giddens' theory of the reflexive project of the self in late modernity and its precise consequences for the concept of class, moving on from that to distinguish it from the kindred ideas of Beck and to suggest some of its key failings. Finally, I suggest the ways these problems can be overcome — and class salvaged in the process — by turning to Bourdieu.

Key Words: Bourdieu • class • Giddens • motivation • reflexive project of the self

Um novo paradigma nas actividades ocupacionais...

Como neste blog até agora, infelizmente, não tem havido participação, diálogo e troca de conhecimentos, gostava de expôr um pouco do meu trabalho como um dos novos paradigmas da mediação cultural.

(em construção)

terça-feira, 5 de junho de 2007

O declínio da imprensa (fisica) escrita?!

Vendas de jornais cresceram 2,3%

No ano passado, a circulação de jornais pagos aumentou 2,3%, lê-se num relatório da Associação Mundial de Jornais (AMJ), ontem divulgado. Aquele crescimento registou-se nos cinco continentes, sendo a única excepção a América do Norte. O documento, apresentado no 60.º Congresso Mundial de Imprensa, a decorrer na Cidade do Cabo, África do Sul, revela ainda que nos últimos cinco anos o aumento realizado pelo sector foi de 9,48%.Citado pela AFP, Timothy Balding, presidente da AMJ, sublinhou que "a Imprensa escrita continua a ser o média preferido pela maioria dos leitores na sua procura de informação". A confirmá-lo estão os mais de 515 milhões de pessoas que compraram um jornal por dia, no ano passado, contra os 488 milhões de 2002.A China foi o país onde se venderam mais jornais (98,7 milhões) enquanto que no Japão é onde se compram mais exemplares por pessoa 631 cópias por mil habitantes. Os jornais gratuitos, também analisados, registaram uma subida de 4,61%, em 2006, e de 14,76% nos últimos cinco anos.


http://jn.sapo.pt/2007/06/05/televisao/vendas_jornais_cresceram_23.html

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Encontro Nacional sobre Cultura - Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

Encontro Nacional sobre Cultura




Sábado, 26 Maio 2007
Jerónimo de Sousa, no encerramento do Encontro Nacional do PCP sobre Cultura, alertou, uma vez mais, para a ofensiva global sem precedentes desencadeada pelo actual governo, em clara rota de confronto e colisão com o projecto de democracia que a Constituição da República consagrou, sublinhando que «a luta de classes aí está com toda a actualidade a exigir uma resposta de classe, dos trabalhadores e do seu Partido e para a qual estão convocados os homens e as mulheres de cultura, também eles atingidos por esta política em que se identificam solidariamente com essa justa luta».

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

Realizamos este nosso Encontro Nacional nas vésperas de uma grande jornada de luta dos trabalhadores e do povo português. E poderá, talvez, haver quem se interrogue por que acontece que realizemos um Encontro sobre as questões da Cultura precisamente neste momento. Se existisse algum problema nesse facto ele resultaria, naturalmente, de um agendamento muito anterior à marcação da Greve Geral. Mas nós não consideramos que exista qualquer problema. Muito pelo contrário, julgamos que esta coincidência é altamente valorizadora da sua realização e que é, ela própria, uma confirmação da concepção que temos da Cultura enquanto terreno de emancipação individual, social e nacional, enquanto terreno de intervenção e combate essencial para todos aqueles que, como nós, lutam pela superação, radicalmente transformadora, democrática e de progresso do estado das coisas actual. Julgamos, até, que a luta de massas contém necessariamente em si elementos de importante valor cultural e que – incluindo, como tantas vezes sucede, a criatividade nas suas formas de se organizar e de se exprimir - multiplica o seu impacto, o seu poder mobilizador e a sua repercussão transformadora.Entendemos, seguindo as palavras do nosso camarada Bento de Jesus Caraça, a «aquisição de cultura como um factor de conquista de liberdade». Assim temos entendido a cultura ao longo de toda a nossa história. Assim o reafirmamos agora. Um dos traços que marcam historicamente a actividade do nosso Partido, sobretudo nos períodos de maior crescimento da sua implantação, afirmação e influência, é o esforço para estimular iniciativas e movimentos de ordem cultural que, com as suas formas e autonomia próprias, acompanhassem, partilhassem e contribuíssem para a luta emancipadora dos trabalhadores e do povo. É, sem dúvida, essa uma das razões que favoreceram uma tão significativa aproximação e integração no Partido de muitas das maiores figuras da intelectualidade portuguesa, a sua participação activa na resistência ao fascismo, a sua intervenção criadora no Portugal democrático, a persistência no presente, embora crescentemente dificultada, de componentes de orientação progressista em diversas áreas da actividade cultural.Mas não foi apenas na integração progressista de intelectuais e artistas no movimento operário e popular que o Partido desempenhou e desempenha um papel determinante. É na valorização e emancipação da própria cultura popular, no trabalho directo de construção, que é também cultural, de uma identidade e de uma autonomia de classe dos trabalhadores portugueses. Este Partido é tanto o Partido do matemático Bento de Jesus Caraça, ou do compositor Fernando Lopes-Graça, ou do poeta José Gomes Ferreira, ou do intelectual Alberto Vilaça como o do arsenalista Bento Gonçalves, cujo perfil é também o de um exemplar intelectual operário, ou do sapateiro Francisco Miguel Duarte, quadro revolucionário cuja dedicação inteira à luta do povo inclui uma expressão poética própria do seu ideal de combatente comunista.Ao longo de praticamente toda a sua história, o nosso Partido tem acompanhado e intervido sobre as questões da cultura, na base do amplo entendimento que temos de cultura e que inclui tanto a cultura artística como a cultura científica, tecnológica e filosófica, a educação, o ensino e a comunicação social. Ao longo de toda a sua história o Partido exprimiu publicamente opinião acerca das dinâmicas e políticas culturais, reivindicou a democratização da cultura e combateu a sua elitização e isolamento em relação às aspirações populares.O regime fascista, cuja memória e realidade há quem pretenda activamente branquear, foi um regime de obscurantismo, de atraso, de ignorância, de repressão e de reaccionária mediocridade cultural. Combateu e perseguiu através do aparelho do Estado, das forças repressivas, das instituições corporativas e da censura, todas as expressões genuínas da livre criatividade popular, da livre expressão artística, e muitas das mais destacadas figuras da intelectualidade portuguesa. Muitas dessas figuras, tanto nas áreas da criação artística como nas da criação científica, ao mesmo tempo que eram perseguidas e impedidas de exercer a sua actividade criadora no seu próprio país, eram alvo do mais amplo reconhecimento internacional. O carácter anticultural do regime fascista constitui uma das mais vivas expressões do seu carácter antinacional, e a longa persistência dos seus efeitos constitui uma das suas mais pesadas heranças.Mas devemos também recordar que a outra face deste sombrio quadro de quase cinco décadas foi a da continuada, persistente e fecunda resistência cultural. Resistência de artistas, de cientistas, da intelectualidade progressista e também resistência popular no associativismo, nas colectividades, no teatro amador, no cineclubismo. Resistência cultural no movimento estudantil, nos grupos e publicações universitárias. Resistência na investigação, defesa e divulgação do património cultural popular, da arquitectura popular, dos contos tradicionais, da música. Resistência em movimentos culturais e estéticos que procuraram enraizar-se na realidade do mundo do trabalho. Múltiplas formas de resistência cultural em todas as quais existe a marca, em muitos casos determinante, do estímulo, da iniciativa, da dinamização, da participação essencial do PCP. Grande Partido da Resistência, só o PCP pode efectivamente honrar-se de um tão influente papel de combate e resistência organizada na frente cultural, um papel tão determinante na mobilização de intelectuais e artistas para a intervenção e a militância antifascista. Só o PCP poderia conter, no seu património histórico, a abordagem de uma mesma matéria – a das Praças de Jorna – num texto político por um grande escritor, Soeiro Pereira Gomes, e num texto de ficção literária por um grande dirigente político, Álvaro Cunhal.E a este papel determinante na resistência cultural corresponde um idêntico património de iniciativa e construção no período posterior à Revolução e no processo de defesa e consolidação do regime democrático, com particular destaque para o papel pioneiro desempenhado pelas autarquias FEPU, APU e depois CDU. No decurso das três décadas de regime democrático mudou muito profundamente a face cultural do país. Mudaram as condições de acesso e fruição, mudaram expectativas e reivindicações em relação à cultura, mudaram consumos e práticas culturais, em processos que envolvem significativas alterações nos níveis de escolarização e profundas mudanças sócio-culturais, nomeadamente as que decorrem de um acelerado processo de urbanização e suburbanização das populações, acompanhado tanto pelo acelerado declínio e desertificação humana do mundo rural como por processos de desindustrialização e de fragmentação do sector secundário. Estas profundas mudanças têm uma muito importante expressão quantitativa nomeadamente na construção de equipamentos, no crescimento de públicos, em múltiplas iniciativas de diferente dimensão, continuidade e alcance. E, sobretudo, na intervenção, iniciativa e realização dos próprios criadores, investigadores e cientistas, no aumento do seu número e nos seus elevados níveis de qualificação. Também neste âmbito o Portugal de hoje é profundamente diferente do de há 30 anos. Nós valorizamos justamente o que se avançou. Mas afirmamos que poderia e deveria ter-se avançado muito mais se não tivesse sido brutalmente cerceado o impulso revolucionário de Abril, se tivesse sido prosseguido um verdadeiro rumo de democratização cultural, se tivesse sido atribuída às áreas da Cultura a prioridade que exigem, como parte integrante da resposta às necessidades de desenvolvimento e de progresso do nosso país. Mas não foi essa a opção das políticas de direita empreendidas por sucessivos Governos. E devemos aqui sublinhar um traço marcante na política do actual Governo. A alternância no poder de Governos PS e PSD, associados ou não ao CDS/PP, teve durante algum tempo um elemento de diferenciação, pelo menos na formulação programática, no que dizia respeito à política cultural. A situação actual traduz, como a Resolução Política do nosso Encontro justamente assinala, «a rendição total da social-democracia às políticas de direita também nesta área». Agravando, até limites insustentáveis, a asfixia financeira, a instrumentalização clientelar, a desresponsabilização do Estado, a elitização, a integração internacional subalterna e estéril, a entrega ao mercado das políticas culturais. E não se trata aqui apenas da actuação do Ministério da Cultura. Assumem igualmente pesadas responsabilidades pelos impactos culturais das suas medidas o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência e do Ensino Superior, toda a repercussão futura de uma política social e culturalmente indiferente que friamente destrói ou inviabiliza condições, instituições e recursos humanos, artísticos, científicos e técnicos sem os quais o país fica incomparavelmente mais pobre, mais subalterno e mais dependente.Também nesta área é necessária e urgente uma radical correcção das políticas seguidas. Inverter as políticas orçamentais e de responsabilização do Estado. Apoiar o desenvolvimento da criação, produção e difusão culturais. Valorizar a função social dos criadores e dos trabalhadores das áreas culturais. Promover e apoiar tanto a defesa, o estudo e a divulgação do património cultural nacional como a criação contemporânea, que, ajudando a configurar criadoramente o presente, também acrescenta novos sentidos à reactivação da memória do passado. Defender o intercâmbio com os outros povos, a abertura aos grandes valores da cultura da humanidade e a sua apropriação criadora. Combater a colonização cultural, o afunilamento das relações culturais num mercado hegemonizado pelos valores que são próprios do capitalismo na sua fase actual, valores que se colocam em confronto aberto com muito do que de melhor a humanidade construiu, na infinita riqueza e diversidade culturais da sua trajectória histórica.A Cultura, nas suas diferentes expressões, é um terreno de contradição, de conflito e de confronto. Integram hoje a esfera cultural elementos de enorme potencial transformador e emancipador e também poderosos factores de alienação e de dominação de classe. O combate e a intervenção na frente cultural travam-se num terreno em que, em diversos aspectos, existe uma correlação de forças desfavorável. Mas no qual, simultaneamente, reside um enorme potencial transformador e emancipador.A batalha contra o rumo que vem sendo seguido e a ruptura com a actual política inclui - com importância idêntica à da luta em outras frentes - a luta pela democratização cultural. A Resolução Política deste nosso Encontro formula a questão com toda a clareza: «se a democratização cultural depende da criação de condições materiais para a sua efectivação, também os avanços que consigamos na democratização da cultura produzirão efeitos na economia, no desenvolvimento e na modernização económico-social, porque aquela representa a qualificação do trabalho que é a principal força produtiva. A democratização da cultura é um factor de democratização da sociedade, porque proporcionará uma participação e intervenção crescentes dos trabalhadores, das classes mais vitalmente interessadas na democracia, no conjunto da vida social e política». Neste nosso Encontro deve ficar reafirmada, com toda a clareza e convicção, a importância a atribuir à intervenção nesta frente. Intervenção de intelectuais e criadores, certamente. Mas também intervenção e iniciativa do mundo do trabalho, intervenção e iniciativa determinante de todo o nosso povo. A Democracia Cultural é parte integrante e inseparável das outras vertentes da Democracia Avançada que propomos e por que nos batemos - Democracia Avançada que só poderá realizar-se como uma muito ampla construção colectiva de todos aqueles que, no trabalho, na arte, na ciência, na investigação, na cultura em todas as suas dimensões, desejem efectivamente libertar individual e colectivamente o potencial criador imenso que possuem e, ao libertá-lo, ajudem a mudar de vez a face do nosso país e do mundo em que se integra.É por esse imenso espaço de transformação, emancipação e liberdade que lutamos – e pelo qual, tarde ou cedo, caminharemos. E, entendendo como nós entendemos o carácter indissociável das diversas vertentes da democracia, no plano político e económico, social e cultural e de soberania nacional, este governo PS pela prática, pela omissão, pela opção, desencadeou uma ofensiva global sem precedentes, em clara rota de confronto e colisão com o projecto de democracia que a Constituição da República consagrou por vontade e conquista dos trabalhadores e do povo português, por razão de Abril! Direitos laborais e sociais que eram e são elementos constitutivos de avanços civilizacionais, reivindicados e conquistados a pulso por diversas gerações de trabalhadores – direito ao salário, ao horário, à segurança no emprego, à liberdade sindical, à contratação colectiva, à greve, mas também o direito à saúde, à segurança social, ao ensino e à cultura.Já não se trata tão só de estarmos perante um governo que não cumpre promessas mas que actua concretamente para reduzir, condicionar ou mesmo destruir tais direitos. Não por maldade, por incompetência, ou dias menos felizes deste ou daquele Ministro! Antes determinado em servir os interesses dos poderosos e atender às suas retrógradas e classistas exigências que sempre fizeram há 10, 20, 30 ou 100 anos atrás, com as devidas adaptações e adjectivos inventados como a “flexigurança” ou nessa criativa definição de uma esquerda moderna, chapéu novo para realizar no plano económico e social uma política de direita antiga. O confronto, a luta de classes aí está com toda a actualidade a exigir uma resposta de classe, dos trabalhadores e do seu Partido para a qual estão convocados os homens e as mulheres de cultura, também eles atingidos por esta política ou que se identificam solidariamente com essa justa luta.A importância que tem voltar a contar com aqueles intelectuais que consideraram não ser necessário continuar do lado da classe operária, dos trabalhadores porque causas e bandeiras tinham sido alcançadas, liberdade, emprego, salários, liberdade sindical, direito à greve, direitos ganham-se e perdem-se. Estamos de novo em tempo de luta e resistência onde se alicerça o avanço e a construção do devir colectivo. Por tudo isto, e como disse no início da minha intervenção, este nosso Encontro Nacional sobre a Cultura insere-se na luta que travamos contra a política de direita e por uma alternativa de esquerda – luta que, na situação actual, tem na Greve Geral de 30 de Maio uma elevada expressão. Não porque a Greve Geral constitua um ponto de chegada, mas precisamente porque ela é um ponto de passagem para a necessária continuação da luta como elemento fundamental da transformação da realidade, de recusa em habitar ou coabitar no pântano do conformismo, para ter esperança e confiança nos trabalhadores e no povo português e no seu protagonismo para construir um país mais justo, mais livre e mais democrático.Não nos perguntem para quando. O que sabemos é que temos todos os dias e o tempo que for preciso para prosseguir e alcançar os objectivos que o nosso projecto comporta, a luta pelo socialismo e o comunismo.