sexta-feira, 22 de junho de 2007

Resultados do Primeiro Concurso do Programa Cultura 2007-2013

Os resultados do primeiro concurso de 2007 do Programa Cultura 2007-2013 foram publicados no site da Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura [EACEA].Foram aprovados 77 projectos de 1-2 anos [2 liderados por entidades portuguesas], 44 projectos de tradução literária [1 com líder português] e 1 projecto referente a países terceiros.Os resultados dos projectos multi-anuais não foram ainda divulgados.

fonte: CultDigest

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Dia Europeu da Músico a 21 de Junho

A iniciativa que a FNAC está a realizar chama-se Festa da Música , onde supostamente pretendem debater sobre o futuro da música portuguesa, convidando para isso os mesmos de sempre.

http://www.festadamusica.net/page.php?id=3

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Novo programa de financiamento das Artes do Espectáculo


Instituto das Artes: Programa Território Artes

08/05/2007
Estão abertos, desde Fevereiro, o registo e admissão ao Programa Território Artes nas suas diferentes de participação.
O Programa Território Artes [PTA] sucede ao Programa Difusão das Artes do Espectáculo como instrumento de acção na área da descentralização das artes e da formação de públicos. O programa está associado à "Oficina Virtual", uma plataforma informática on-line que gere e disponibiliza informação e serviços sobre as seguintes dimensões:
Bolsa de Acções: agendamento e contratação de acções culturais;
Contratualização de linhas de investimento prioritário com os Municípios.
O PTA gere os seus domínios de intervenção - as Artes do Espectáculo e as Artes Visuais - numa lógica de programação semestral.
Os interessados podem ser admitidos no sistema - mediante registo e preenchimento dos respectivos formulários electrónicos - em duas categorias complementares:
FORNECEDOR - "pessoas singulares e colectivas que exerçam actividades de produção, criação, promoção, agenciamento, management ou representação nos domínios do teatro, da dança, da música e artes visuais";
COMPRADOR - "pessoas singulares e colectivas, designadamente os Municípios, que sejam titulares de um qualquer direito de utilização de espaços e que se encontrem registadas como promotores de espectáculos de natureza artística junto da IGAC".
"Os Compradores podem integrar o PTA na qualidade de Promotores Locais a partir de quatro modalidades de participação: Núcleos de Programação, Itinerários Culturais, Câmara Associada e Entidade Associada. As duas primeiras modalidades poderão significar a possibilidade da contratualização de linhas de investimento prioritários associadas ao co-financiamento de agendamentos, a formalizar através da celebração de protocolos."
Os montantes máximos e a distribuição por modalidade de co-financiamento - valor global 700.000 euros - foram já fixados para o ano de 2007.
Para saber mais sobre o Programa Território Artes consulte a secção Dossiers Temáticos ou visite os links http://www.iartes.pt/ http://www.territorioartes.pt/

Que consequências para a Cultura Europeia?

Segunda volta das legislativas
Direita consegue maioria em França:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=246848&idselect=21&idCanal=21&p=200

domingo, 17 de junho de 2007

Acabei de enviar este e-mail em resultado do post anterior

Ex.ma
Srª. Ministra da Cultura do Governo da República Portuguesa,

Venho por este meio mostrar preocupação, face às noticias surgidas referente às reuniões entre a SPA, GDA, AFP e o seu Ministério, através da sua Adjunta, Ana Madureira, referente à discussão sobre a criação de um Gabinete de Apoio à Exportação da Música Portuguesa. A SMOG e em meu nome pessoal, em resultado da experiência profissional com outros agentes culturais do meio, sentimos que essas instituições de longe representam o dinamismo existente no sector musical e em particular no que respeita à música portuguesa. De facto, promotores de espectáculos, agências e management de artistas, mesmo grupos de media (que estão inseridos em grupos económicos internacionais), pequenas editoras de música, netlabels, muitos milhares de artistas, por não se encontrarem representados (e muitos nem se sentirem reconhecidos) nessas referidas estruturas não se podem ou ainda não foram constituídos como parceiros nesta matéria. Quanto aos grupos de media parece-me claro que existem representantes institucionalizados e cuja audição será relevante, mas acima de tudo, aqueles agentes que mais estão a contrubuír para uma nova forma de economia da cultura em Portugal, os produtores de espectáculos, agentes e management de artistas e muitos artistas a título individual, devem ser considerados e ouvidos aquando da constituição de um eventual Gabinete de Exportação. Não reconhecer a importância das redes de contacto internacionais já estabelecidas por estes agentes é não perceber a razão de ser de um Gabinete de Exportação, sendo que o exemplo Francês tem demonstrado que a heterogeneidade do projecto tem sido a sua mais-valia (sendo que a minha empresa tem trabalhado de perto com este organismo).

Espero que com esta mensagem tenha alertado V.Exa. para a necessidade de colocação desta questão num âmbito mais alargado do que a das instituições inicialmente referidas, pois todos queremos um Ministério da Cultura ao serviço das populações e de Portugal e não apenas ao serviço de alguns grupos de interesse.

Desde já agradeço a atenção dispensada,

Ricardo Simões

Exportação da Música Portuguesa

Perante a notícia que abaixo se encontra fiquei deveras preocupado: mais uma vez mas mesmas entidades que sempre demonstraram pouca capacidade de inovação e dinamismo estão hoje a tentar influênciar o poder político para a criação de um Gabinete de Exportação da Música Portuguesa. Ora, quando olho para estes interlecutores apenas vejo entidades afastadas do verdadeiro dinamismo cultural e económico do sector, pois quem hoje procura fazer a internacionalização utilizando as novas tecnologias de comunicação e estabelecendo redes internacionais não são estas entidades. Será um erro grosseiro por parte do Governo dar única e exclusivamente andamento às ideias de entidades como estas que hoje em Portugal se estão a constituír como verdadeiro bloqueio ao desenvolvimentos das actividades associadas à música em geral e à música portuguesa em particular.



Exportação de Música Portuguesa

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Jean-François Michel, director do Gabinete de Exportação de Música Francesa e Presidente do European Music Office, participou no dia 20 de Dezembro numa reunião efectuada na SPA no âmbito do processo da criação de um Gabinete de Apoio à Exportação da Música Portuguesa.
Nesse encontro, que se revelou extremamente útil, estiveram presentes Ana Madureira, adjunta da ministra da Cultura; Eduardo Simões e David Ferreira, em representação da AFP - Associação Fonográfica Portuguesa; e Pedro Oliveira, pela GDA- Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes. Pedro Osório foi o anfitrião.
O Gabinete dirigido por Jean-François Michel é uma joint-venture entre o Estado francês e entidades privadas e tem-se revelado dos mais eficazes de toda a Europa: no ano de arranque, em 2000, exportou quatro milhões de CD’s de música francesa – e seis anos esse número tinha saltado para o patamar dos 40 milhões. Isto é, dez vezes mais.
“A configuração do Gabinete de Exportação francês é muito próxima da que nós queremos para Portugal – daí a importância que atribuímos ao relato pormenorizado que Jean-François Michel fez sobre a sua constituição e funcionamento ” – disse Pedro Osório.
Na sua qualidade de Presidente European Music Office, Jean-François Michel falou também do grande objectivo que a organização a que dirige persegue neste momento: a criação de uma plataforma de Gabinetes de Exportação de Música existentes em numerosos países do continente, a qual, no limite, se poderá transformar no Gabinete de Exportação de Música Europeia
De registar que em Portugal a SPA, GDA e AFP têm vindo a reunir–se com Ana Madureira, adjunta da Ministra da Cultura – a última reunião verificou-se a 7 de Novembro no Palácio da Ajuda – para se chegar a um consenso quanto ao modo de criar e pôr a funcionar um Gabinete de Apoio à Exportação de Música. Neste momento continua a aguardar-se que o Ministério da Cultura apresente uma proposta a outros ministérios – nomeadamente dos Negócios Estrangeiros e da Economia - que terão de estar também envolvidos neste projecto da maior relevância para a música portuguesa.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Quadros e trabalhadores no capitalismo flexível


As transformações na economia não acontecem num vácuo cultural, tal é o legado de Weber. E logo aqui se percebe a oposição problemática entre os estudos ditos “materiais” e os estudos ditos “simbólicos” no que respeita ao estudo do capitalismo. As transformações no sistema capitalista também não ocorrem à margem dos actores e das suas estruturas socio-cognitivas.
(...)

A utilização do conceito-chapéu de regime retoma a intuição marxista de que os sistemas económicos não se reproduzem por si só, desinseridos de relações sociais e de instituições historicamente mutáveis (Rodrigues, 1987). Este texto assume, portanto, uma abordagem que considera a articulação entre: um regime de acumulação formado a partir da institucionalização de sistemas de coordenação e regulação que poderão estabilizar a modernização capitalista (Harvey, 1990); um regime de justificação que indexa o capitalismo a codificações filosóficas do bem comum e que fornece incentivos simbólicos consonantes com expectativas normativas (Boltanski e Chiapello, 1999); e um regime socio-cognitivo tecido a partir dos habitus dos agentes que, simultaneamente, são estruturados pela e accionam a estrutura económica. É nesta articulação que se joga a resposta ao problema multi-facetado da regulação capitalista (que é de certa forma coincidente com o problema da integração) que pode ser sucessivamente recolocado e examinado de vários pontos de vista (económico, cultural, socio-cognitivo).

Alguns artigos sobre Economia da Cultura

THE COMPLEAT MULTILATERAL COPYRIGHT & RELATED 1886-2007

Art, Science & Technology Part I: Causality by Design
TOWARDS AN AMERICAN ARTS INDUSTRY
Arts and Artists from an Economic Perspective

Primeiro dia do resto da vida de um Rivoli

Sobre esta questão:

uma coisa é a gestão de equipamentos culturais públicos com a participação de privados, que de acordo com a democracia cultural é assim que deverá ser.mas como o senhor que está à frente da CMP não defende a democracia cultural (e tenho duvidas que defenda a democratização cultural) faz uma coisa à la americanada (tipico de quem não tem sentido crítico nenhum) que é ceder esse equipamento cultural à gestão de um privado, significando isso 2 coisas:- afastamento completo da participação dos diferentes agentes culturais (privados e públicos) na gestão e programação do espaço- qualquer possibilidade de crítica às orientações culturais seguidas, pois o espaço é cedido por um período de tempo, de forma contratual, sendo que, qualquer mudança democrática, a que as câmaras estão sujeitas, deixa de acontecer no âmbito daquele equipamento. Ou seja, sendo um equipamento público, em teoria deveriam ser os eleitores a decidirem sobre o programa de política cultural que é proposto à cidade. Se fosse um equipamento privado, tipo Coliseu dos Recreios de Lisboa, não teria absolutamente nada a dizer, mas o Rivoli não é.

Primeiro dia do resto da vida do Rivoli
Do Norte 86% dos artistas
Marta Neves
Édebaixo de uma crescente polémica que o musical "Jesus Cristo Superstar" - que mostra uma visão controversa da vida de Cristo, através dos olhos de Judas Escariotes -, reabre hoje as portas do Teatro Municipal Rivoli, no Porto. Para a sessão de estreia das 21.30 horas, dirigida apenas a convidados de uma revista e de um canal de televisão - só amanhã a peça estará aberta ao público pagante -, o encenador Filipe La Féria terá que contar com uma manifestação de desagrado (20.30 horas, Praça D. João I) de cidadãos que pretendem "protestar contra a política de Rui Rio [presidente da Câmara do Porto], que quer alienar o teatro municipal e transformar um bem comum numa empresa comercial, em proveito dum merceeiro-mercenário do espectáculo" (ver texto em baixo).A este cenário inusitado junta-se o facto de a estreia acontecer numa altura em que ainda decorrem duas providências cautelares (do PS e da Plateia, Associação de Profissionais das Artes Cénicas) que intentam suspender a entrega da gestão do Rivoli a La Féria.'Espectáculo de referência' Debaixo deste quadro, Filipe La Féria não anunciou quanto tempo poderá "Jesus Cristo Superstar" ficar em cena. O encenador espera que a peça se mantenha "por vários meses", à semelhança do que aconteceu em Lisboa com "Amália" (seis anos) e "Música no Coração" (há nove meses com casa cheia no Politeama). De resto, a adesão do público ditará também a sorte do Pequeno Auditório do Rivoli - se a resposta for positiva, o teatro acolherá, em Setembro, "O Principezinho".La Féria está confiante "É um dos melhores espectáculos da minha vida. Vou concretizar um sonho e fazer esta peça, porque é um espectáculo de referência", sublinhou.'Encenação amargurada' "Jesus Cristo Superstar", que tem um orçamento de 2,5 milhões de euros, é um musical inscrito na categoria ópera rock. A versão portuguesa da criação de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber retrata os últimos dias da vida na Terra do filho de Deus. Contudo, em vez de relatar "a maior história de todos os tempos" de forma tradicional, o encenador português concedeu contemporaneidade ao enredo. "É uma encenação violenta e mais amargurada", avisa La Féria. Completamente diferente daquela que o emocionou em Londres, quando tinha 20 anos."Nos anos 70 havia outra visão da vida. Hoje, há guerras santas; há a administração Bush; houve o 11 de Setembro; e há um enorme fundamentalismo religioso. Mas este é o Jesus de hoje, sem nunca atraiçoar as palavras de Tim Rice", concluiu.No espectáculo, que se realiza de terça a domingo (bilhetes entre 10 e 35 euros) , La Féria divide a adaptação do texto com António Leal, e é ainda responsável pelo espaço cénico, figurinos, luz e direcção de montagem. A direcção musical é de Telmo Lopes e a direcção de vozes de António Leal. Inna Lisnyak assina a coreografia em que participam dez bailarinos portuenses.Depois de três audições em que participaram mais de 400 candidatos, foram apurados 54 cantores, actores, bailarinos e músicos, numa percentagem de 86% de artistas do Norte. La Féria mostrou-se surpreendido com a qualidade vocal dos intérpretes, muitos dos quais preparados em escolas de Nova Iorque e Londres, mas também na Academia de Música de Vilar do Paraíso, no Conservatório de Música do Porto e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo.http://jn.sapo.pt/2007/06/14/cultura/prime...ida_rivoli.html
Protesto à porta da estreia
leonel de castro
Praça D.João I, em frente ao Rivoli, é o local escolhido para o protesto
Vão estar identificados com um "R" os manifestantes que hoje, às 20.30 horas, vão concentrar-se na Praça D. João I, no Porto, em protesto contra a entrega da concessão do Teatro Rivoli a Filipe La Féria. O 'timing' do acto foi pensado precisamente para o dia em que o encenador lisboeta estreia a peça "Jesus Cristo Superstar"."Um teatro municipal deve ser palco da diversidade da cidade e do mundo e não pode ficar refém de uma agenda pessoal financeiramente extravagante", refere um texto anónimo enviado, ontem, às redacções. Ao JN, Sérgio Marques, auto-intitulado produtor cultural do Porto, explicou que a manifestação "será feita em silêncio" e que "são esperadas muitas pessoas". Isabel Alves Costa, ex-directora do Rivoli, será um das figuras presentes, segundo Sérgio Marques, tal como Francisco Alves, director do Teatro Plástico, ou ainda Regina Guimarães. Estes dois últimos, refira-se, integraram o grupo de pessoas que ocuparam as instalações do teatro no auge da contestação à decisão de Rui Rio de o privatizar."Nem a chuva nem a tenda VIP nos desmobilizam. Todos os que queiram participar devem dirigir-se às arcadas do Palácio Atlântico, onde os organizadores indicam o local do protesto", refere o mesmo comunicado. http://jn.sapo.pt/2007/06/14/cultura/prote...ta_estreia.html
Silêncio na estreia de La Féria, Jornal Notícias de 15-06-2007
Manifestação sem alarido contra cedência do Teatro Municipal Rivoli acaba com vaias e assobios a Rui Rio.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Concentração capitalista na área do publishing musical

Brussels approves major music merger
23.05.2007 - 14:29 CET By Helena Spongenberg
EUOBSERVER / BRUSSELS -

The European Commission has approved the €1.63 billion takeover of the German music publishing business of Bertelsmann Music Group (BMG) by Universal, making it the world's largest music publisher.The BMG catalogue includes artists such as Coldplay, Justin Timberlake, the Beach Boys and The Scorpions, as well as more classic artists such as Puccini and Ravel.

The Universal Music Group – which is based in the US but owned by the French company Vivendi - owns record labels or licensees in 77 countries but will sell off important catalogues in order to allow post-merger competition – a condition of the EU approval.By following this commitment, the commission said the transaction would not significantly hamper effective music competition in the European Union."Digital music has the potential to change the face of the music industry in Europe. I am satisfied that the significant remedies will keep these markets competitive and ensure that consumers will not be harmed by the merger," EU competition commissioner Neelie Kroes said in a statement on Tuesday (22 May).Anglo-American repertoire to be sold offUsually there are no competition concerns in mergers where the copyrights are still administered by collecting societies, who usually charge uniform royalties and distribute them to copyright holders, the commission said.But, in the field of online rights, music publishers have started to withdraw their respective rights for Anglo-American song repertoires from the traditional collecting societies system in Europe.Following these withdrawals, pricing power has shifted from the collecting societies to the publishers, the EU executive said, leading to concerns that the merger would give Universal the ability and the incentive to increase prices for online rights as regards Anglo-American repertoires.Universal therefore committed to sell off the European rights to music acts such as The Kaiser Chiefs, Justin Timberlake and R. Kelly.Warning from independent music labelsThe deal combines the world's number three and number four music publishing catalogues by market share, resulting in a combined 22 percent market share that would scrape ahead of current market leader, the UK's EMI Group."The merging of Universal Music Publishing Group with BMG Music will create a publishing business that is even better suited to serve our songwriters, composers and business partners in this challenging marketplace," the head of Universal, Zach Horowitz, said in a statement.But independent record label group IMPALA warned it would look into the possibility of a court action to reverse the EU approval as it did in 2004 when the group won a case forcing the commission to re-examine a merger between Sony and BMG music groups."The increased market power of Universal/BMG in publishing and recording raises serious concerns of both single and collective dominance and would have justified outright prohibition," IMPALA warned.