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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Músicos querem ter mais controlo sobre as canções

Músicos querem ter mais controlo sobre as canções


LUÍS FILIPE RODRIGUES
Música. Featured Artists' Coalition reúne bandas britânicas

Artistas querem decidir como e onde os seus temas são utilizados

Alguns dos maiores nomes da indústria discográfica britânica reuniram-se num novo grupo de pressão, intitulado Featured Artists' Coalition (FAC). Músicos e bandas como Radiohead, Kaiser Chiefs, The Verve, Iron Maiden, Jools Holland ou Robbie Williams querem ter um maior controlo sobre o modo como os seus temas são vendidos, ficando ainda com os direitos de autor sobre as suas composições.

Actualmente, e na maior parte dos casos, as editoras controlam os direitos das músicas que os seus artistas escrevem. A FAC pretende inverter esta situação. O organismo deseja ainda que os seus membros sejam consultados sobre a forma como os seus temas são utilizados.

"As editoras e outras empresas estão a assinar contratos para levar a música aos seus admiradores de maneiras novas", pode ler-se no manifesto do grupo. "Os artistas não estão presentes nestas negociações, e é normal que os seus interesses sejam ignorados. Os músicos devem ser remunerados como merecem por estes novos acordos."

O aparecimento deste grupo pode ser explicado pela evolução da indústria discográfica na era digital. Hoje, uma banda como os Radiohead pode distribuir o seu disco através da Internet, sem recorrer a qualquer editora. Por outro lado, artistas de grande dimensão, como a popular Madonna, começam a trocar as editoras tradicionais por promotoras de concertos ou outras empresas que apostam em novos modelos de negócio.

Um representante da BPI, uma entidade que defende os interesses das editoras discográficas britânicas, admitiu estar "ansioso" por trabalhar com o novo grupo. "A indústria discográfica britânica é uma comunidade complexa que reúne músicos, compositores, promotores, agentes, editoras, distribuidoras, fabricantes e lojistas. Nenhuma destas partes pode funcionar sem as outras", explicou à BBC. "Estamos ansiosos por trabalhar com a FAC."

domingo, 30 de março de 2008

O declínio de um sector já por si só fragilizado?!

30 Março 2008 - 12.00h

Impostos em causa

Fisco chama artistas que actuaram lá fora

Depois dos casamentos chegou a vez das Finanças fiscalizarem os espectáculos e os artistas. Tal como o Correio da Manhã adiantou na sua edição de 10 de Fevereiro, a Inspecção Tributária está a cruzar informações sobre todos os espectáculos dados pelos artistas portugueses de primeira linha (Mariza, Tony e Mickael Carreira, Camané, entre outros) dentro e fora do País.

Segundo o CM apurou junto da Inspecção Tributária esta iniciativa foi da responsabilidade da secção regional de Lisboa daquele órgão de fiscalização, e decorre desde 2006. 'Estamos a recolher informação junto de comissões de festas, associações recreativas e das diversas delegações da Direcção-Geral de Turismo', adiantou a mesma fonte, acrescentando que a acção incide sobre os nomes mais sonantes do mundo do espectáculo e, sobretudo, sobre os artistas que deram espectáculos no estrangeiro.

'Estamos a cruzar informação dos concertos dados lá fora, com as declarações de rendimentos dos respectivos artistas. Se for encontrada qualquer discrepância, serão chamados aos serviços para explicar a diferença de valores.Trata-se de um procedimento habitual dos serviços, que respeita, na íntegra os direitos dos contribuintes', referiu um responsável das Inspecção Tributária.

Esta diligência decorre de uma outra, realizada no âmbito do IVA, onde se procurava detectar a fuga àquele imposto em eventos musicais. Foram analisadas as bases de dados dos Governos Civis, de modo a apurar quais as festas e romarias autorizadas e agendadas para as várias localidades, e foram recolhidos os nomes dos artistas que formavam o respectivo cartaz. Muitas destas acções foram realizadas informalmente sem ser revelada a identificação dos funcionários dos impostos.

De seguida, foram realizadas inspecções às comissões organizadoras dos espectáculos e recolhidos os respectivos recibos passados pelos artistas. Toda esta informação está agora a ser cruzada com as declarações apresentadas pelos próprios em sede de IRS.

APLICAÇÃO DE MÉTODOS INDIRECTOS

A Administração Fiscal tem trocado informações com as suas congéneres estrangeiras sobre os cachets cobrados pelos artistas internacionais quando estão em digressão. Esses dados servirão para a orientar o Fisco nas inspecções realizadas aos principais promotores de espectáculos em Portugal.

No que se refere aos artistas, se forem detectadas divergências significativas serão aplicados 'métodos indirectos'. Assim, por exemplo serão somados os bilhetes vendidos num determinado espectáculo a um valor atribuído a título de cachet e imputado esse valor ao artista.

MARIZA FEZ 92 ESPECTÁCULOS

A fadista Mariza é uma das artistas que concentrou a atenção da Inspecção Tributária. Tal como se pode confirmar no seu site oficial, Mariza realizou cerca 92 espectáculos em 2007, a grande maioria deles no estrangeiro.

LUCIANA ABREU CHAMADA

A actriz Luciana Abreu é uma das artistas que já foi notificada para se apresentar junto da Repartição de Finanças. Tal como a revista ‘Nova Gente’ noticiou, a artista deve esclarecer alguns valores da sua declaração fiscal.

Miguel Alexandre Ganhão



Fonte: CM

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Canadá, Cultura e promoção exterior

Enquanto em Portugal nunca existiu vontade política nem verbas no Orçamento de Estado para promoção das diferentes expressões artísticas no exterior de forma coerente, outros países debatem-se com o problema da redução de verbas... parece-me que estariamos melhor se estivessemos nessa fase e não na fase de discussão da mais-valia de se valorizar as diferentes expressões artísticas produzidas em Portugal (ideia que é rejeitada pelo Governo na promoção de Portugal no estrangeiro):

Canadian Cultural Exports on Decline
Authors and artists want the overseas promotion funds cut last fall to be restored, something the foreign minister says he's unable to do.
By Lee Berthiaume

The authors who were there say the announced cuts couldn't have been timed worse and resulted in not only an embarrassing night for them, but for Canada as a whole. A celebration to honour North American literature and culture was held in Vincennes, France, at the end of September 2006. Canada was selected for special recognition at the event, which reportedly drew 23,000 people over three days. As a result, the 26 Canadian authors who attended, including Margaret Atwood, Jane Urquhart and Alistair MacLeod, represented the largest contingent. But only days earlier, the Conservative government had announced it was cutting almost $12 million in public diplomacy money, the brunt of which had been targeted to helping Canadian artists promote their work abroad. The results came on one of the nights when the Canadians were honoured at a party organized not by their embassy, but by the Americans. "The Americans had the big reception for the literary festival where Canada was the country being honoured," Ms. Urquhart said last week. "And we had no reception at all. "It was embarrassing. It was not a good experience because you felt like a tiny little tinpot country. It's really embarrassing, especially in Europe." Since the cuts were announced, artists and authors have been calling on the government to reinstate funding to help them promote their work abroad. The government has never explained why it cut the money, but the announcement came during a time when the Conservatives were conducting what they described as an effort to be more efficient and cut programs that were wasteful. But those who have been affected say the cuts are hurting not only Canada's image, but its bottom line as well. Statistics Canada reported on June 25 that Canada's trade deficit in cultural goods expanded in 2006 to $1.8 billion, the largest it has been since 1999. While imports declined 3.2 per cent to $3.9 billion, exports dropped 12.7 per cent to 2.1 billion, the third consecutive decline. Cultural goods are defined as books, compact discs, films and paintings. Nineteen per cent of Canada's exports were books, 18 per cent film and nearly 16 per cent was advertising material. While there is no way to prove how much the cuts to funding for cultural promotion, which has long been described as minimal by those who rely on it, authors and artists believe the connection is evident.

Foreign Sales of Cdn. Books Bring in Millions

The government has trumpeted the $50 million over two years it injected into the Canada Council for the Arts in one-time funding last year, but Deborah Windsor, executive director of the Writers' Union of Canada, said the money is $100 million less than the Paul Martin government promised for the council over three years. Last week, Liberal Leader Stéphane Dion met with numerous prominent authors in Toronto and promised that a Liberal government would re-instate the $11.8 million in public diplomacy funding and $11 million in touring funding, both over three years. Ms. Windsor said she had met with Heritage Minister Bev Oda, who she felt did not understand the importance of the touring funds, and Foreign Affairs Minister Peter MacKay. "[Mr. MacKay] was able to say he personally supported what we were saying, and yet in the bigger picture, he was not able to convince others," she said. The money pledged by Mr. Dion is "very minute amount, but it is an amount that will make a great difference for all Canadians," Ms. Windsor added. "When you re-invest into the arts overseas, you are generating new monies into Canada with foreign sales. As with any other industry, it is an economic boon." Ms. Windsor said Canadians do not realize that foreign sales of Canadian books, films and other culture contribute billions of dollars to the economy, and, like all other industries, rely on proper marketing. "Culture is an industry in itself and it is an industry that every other industry will use," she said. "When Canada is recognized internationally on a cultural forum, it makes it easier for the computer technology people to go over there because they already have the doors open through the culture." Like Ms. Urquhart, who was forced to negotiate a flight from Berlin to Poland to attend an event she was invited to attend later this summer and almost had to cancel, Toronto novelist Susan Swan said she has already seen the effects of the budget cuts. Published in 16 countries, she has already seen funding for travelling to such countries as Spain and Mexico, two of her biggest markets, cut. Last week she received four issues of her most recent novel, What Casanova Told Me, that were translated into Russian, her first foray into that country. "This is my first novel translated into Russian and it's a thrill," she said. "In the old days, I would have made an effort to go over there to promote it but lack of cultural funding discourages me from being more enterprising."
http://www.embassymag.ca/html/index.php?display=story&full_path=/2007/july/11/culturalexports/