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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Parece que o abuso de posição dominante em resultado da concentração capitalista começou mais cedo do que o previsto

Porto: Feira do Livro sem presença directa do Grupo Leya
O Grupo Leya não estará presente directamente na 78ª edição da Feira do Livro do Porto, que contrariamente ao previsto se realiza novamente no Palácio de Cristal, anunciou hoje Francisco Madruga, elemento da organização.

Este ano o Grupo Leya, detentor de 13 editoras, entre as quais a Edições ASA, a Texto Editores, a Caminho e a Dom Quixote, estará presente apenas indirectamente, através do stand de «Inovação à Leitura».

Nesta edição o grupo de Pais do Amaral não está presente directamente com os 12 pavilhões habituais, o que para Francisco Madruga é «prejudicial» tanto para os leitores como para a situação económica da feira.

As editoras Girassol e Civilização e parte do Grupo Bertrand, também não marcam presença no Palácio de Cristal, que abriga a Feira do Livro de 21 Maio a 10 de Junho, entre as 15h30m e as 23h30m.

Segundo o organizador, que falava na apresentação do programa da 78ª edição da feira do livro, a realização desta na baixa portuense, desejo revelado por Rui Rio no final da última edição, não foi possível tanto devido à falta de apoios económicos, como devido às dificuldades de montagem de infra-estrutura no local.

Com 94 stands e 60 editoras inscritas, a Feira do Livro do Porto, destaca, este ano, o cronista da cidade do Porto, Germano Silva, com diversas actividades que o homenageiam, entre as quais se destaca a apresentação do novo livro do autor «Porto - sítios com história».

Do programa cultural da 78ª edição da feira, que este ano reflecte sobre a cidade do Porto, fazem ainda parte uma exposição do Museu Nacional de Imprensa intitulada «As Manchetes do Regicídio» assim como uma homenagem ao alfarrabista portuense Nuno Canavez.

A importância da Universidade do Porto na região, a reabilitação da baixa portuense e até os sabores do Porto são alguns dos temas em debate nesta edição, que mais uma vez dá destaque especial ao Dia Mundial da Criança, em parceria com a Fundação Serralves.

Dos vários autores presentes, para dar autógrafos ou lançar novos livros, António Lobo Antunes é já uma presença confirmada no dia 24 de Maio.
Diário Digital / Lusa


Feira do Livro: Câmara pede esclarecimento urgente à APEL

A Câmara de Lisboa pediu explicações urgentes à direcção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros sobre a recusa de instalação de novos modelos de pavilhões na Feira do Livro, nomeadamente do Grupo Leya, depois de se ter comprometido a aceitá-los.

Em comunicado enviado à Agência Lusa, a autarquia anunciou ter decidido hoje em reunião do executivo municipal «solicitar à Direcção da APEL [Associação Portuguesa de Editores e Livreiros] um esclarecimento, com carácter de urgência, sobre toda esta situação».

«Dessa resposta, necessariamente urgente, retirará a Câmara Municipal de Lisboa as consequências legítimas que se impõem como corolário de todo este processo», afirma a autarquia.

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Concentração capitalista na indústria do livro em Portugal

Editorial Caminho
Pais do Amaral: Compra


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=248393&idselect=11&idCanal=11&p=200http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=...al=11&p=200[/url


"Os administradores e accionistas da Editorial Caminho vêm por este meio informar de que tomaram a decisão de vender as acções que até agora detinham na empresa", lê-se no começo de uma carta datada de 29 de Junho.

O balanço da actividade da editora em 32 anos são dois mil títulos publicados, vinte milhões de livros vendidos, um Nobel da Literatura (José Saramago). A crise das livrarias tradicionais e a concentração da actividade livreira em grandes grupos editoriais serão razões que levaram os donos da Caminho a vender a editora. Escrevem: "será cada vez mais difícil a actividade das editoras independentes". Concluem a carta com o parágrafo seguinte: